quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Envydust - UM.

Então lá por Outubro ou Novembro eu comprei o segundo cd do Envydust, intitulado "UM". Ele é maravilhoso, eu me apaixonei desde a primeira audição. Tem coisas que ainda não entendi nele. Enfim. Mas uma música em especial merece atenção, e ei-la, "O trem".
Eu queria escrever uma breve "resenha" sobre o álbum inteiro, mas não consegui, ele é realmente denso. Indico que o ouçam, o procurem na internet e o ouçam acompanhando as letras (tem todas no vagalume.com.br) acho que vale a pena.
Esta música abaixo é a última do cd, não sei se julgo a mais encantadora, mas sintetiza tão bem. E assim como exposto aqui no meu blog, e no de alguns amigos, é, não temos como fugir do sentimento de "últimos momentos do ano", mesmo sem entender o que quer dizer isso ao certo. E ai é isso. O trem: http://www.youtube.com/watch?v=EYfaYPLaMZk acompanhe com a letra aqui embaixo.

O tempo não esperou
E ele achava mais fácil viver fugindo, se julgando incapaz
Mais covarde do que quis assumir
Não fez por merecer
Um ano se passou
Mas outro não ia passar
E então você se despede
Se percebe:
Sabe quem eu sou?
Hoje nem eu sei mais
E se te ocorre se arrepender, já é tarde demais
O trem já passou
Muito pouco sobrou
Do distinto rapaz, que só por um instante acreditou demais
Se foi o medo de envelhecer
Um outro trem passou...
...mas foi só aprendendo a viver que ele finalmente encontrou paz para embarcar
Prosperar ou deteriorar... não é assim
Quem ira prever?
Chegou até aqui...
Sem perceber, não é mais um menino
E quanto faz do * dia em que larguei tudo pra trás?
Fugindo eu ja errei.
Mas tanto faz...
Por fim retornei
Ao perdoar, enfim retornarei
Quem ousará dizer que um dia eu não tentei?
Nunca soubera que crescer é um outro caminho
Mas tanto faz.
Enfim retornarei
Chegou até aqui...
Sem perceber não é mais um menino.

*a quebra de ritmo neste momento, creio eu efeito negativo da mixagem, é uma das poucas coisas que me incomoda no cd.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mudança.

Ai nessa época do ano se fala em retrospectiva, em pesar as coisas, em reflexão, em mudança, em planos e etc. Costumo dizer foda-se pra isso. Mas como a Iris disse, não tem como fugir desse tipo de coisa nessa época.
Acho que pode ter me sido bom ter lido a frase "um 2010 de mudanças...pra melhor". Não que eu espere mudar em 2010 pra depois ter de mudar de novo em 2011 e assim sucessivamente, como se vende nos guias de astrologia e etc. Mas beleza. Eu to com coisas me incomodando desde bem antes do último reveion, o qual não fez a menor diferença.
Se em 2008 eu vi várias palestras sobre "1968: o ano que não acabou", eu digo: "2008: o ano que não acabou". E se eu conseguir me apegar agora a esta idéia mediocre de ano e mudança, talvez ele acabe (2008). Com atraso matemático e mental (beirando o "sentimental"), que fique claro.
Ontem alguns amigos de muitos anos vieram me visitar, acho que nunca tinha recebido a visita de amigos aqui em casa, em São Paulo, do jeito como foi, do nada. Lá no interior é comum. Mas foi gostoso, tomamos uma cerveja, falamos bobeira. Nossas barrigas estão crescendo.
Ai hoje eu sai com a minha mãe. E tenho pensado nas coisas. E ai a frase que eu tinha lido tava pululando na mente.
E teve também aquelas críticas antes de ver o sol nascendo na Augusta. E ai eu pensei "tá, talvez faça bem algumas coisas. Você ainda se lembra como fazer".
Dai eu conectei o emi eci eni, e em vez do ocupado, coloquei o disponivel.
Sem contar a meta de tirar na guitarra todas as músicas do nevermind até o dia 4, o que já esta cumprido pela metade.
É isso. Uma postagem positiva (positivista?) depois de um ano e meio de blog de angústias.
Consigo?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Valquíria.

Andando pelas ruas com seu sapatinho de tecido rasgado no canto, Valquiria gostava de dar um passo na parte cinza da rua e outro na calçada, descendo e subindo, apenas pelo prazer de colocar um pequeno obstáculo no seu caminho. Apenas um pequeno prazer.
Cansada, e já sem rumo naquela jovem manhã, entrou em um boteco que já servia café da manhã e pediu um copinho de pinga com limão.
Valquíria deu um pequeno gole, para preservar por mais tempo aquele copo que seria sua despedida da noite e começo de mais um dia (fadigante, talvez). E disse ao garçom:
-Sabe, tem um desgraçado. Não lhes desejo mal, mas também não desejo bem.
O garçom, ao contrário dos comumentes garçons, continuou o assunto, demonstrando clareza dos objetos e (talvez) sujeitos, o que, (talvez naturalmente) assustou Val:
-Entenda, ele também deve estar fodido. Muito.
-Hum - disse a garota boquiaberta, batendo a borda do copo nos dentes.
-Neste tempo todo que se passou, talvez ele tenha contraído aids em algum banheiro público, talvez ele tenha engravidado alguém. Talvez ele tenha tentado fazer coisas diferentes, e tomado no rabo por um outro vetor, se me entende.
-Talvez eu entenda. Mas eu já me libertei dele, o que não consigo me libertar é das imagens de canalhice dele.
-Sim. Se eu lhe disser que as canalhices dele podem tê-lo jogado no fundo do poço a ponto de não conseguir mais dizer 'oi, tudo bem?', você acredita nisto como algo possível?
-Acredito.
-Então vira este copo e sinta-te justiçada pelo idiota que te sacaneou ter se sacaneado imensamente mais.
-Não lhe desejo mal.
-Não precisou desejar. Ele se fodeu sozinho. Vira esse copo, vai pra casa dormir e quando acordar vá viver a sua vida.
Valquíria saiu do bar, agradeceu a conversa e, ao chegar em casa, soltou o cabelo, chacoalhou a cabeça e pôs-se a dormir. Não estava feliz em saber/imaginar o cidadão todo fodido, mas também não estava triste em saber que aquilo (não merecedor do título 'quem') que lhe fodera, talvez com consciência, se fodera sem perceber, ou não querendo perceber.
Ele acreditava em estanques, e fez de Valquíria mais um. E ela sabia que não deixaria se quer mais um dia ser abatido por isso.
Dormiu, esperando apenas a hora de acordar para o novo dia.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Fim do rolê.

Eu poderia escrever sobre uma frustrada tarde,
Sobre lindos e longos cabelos brotando,
Sobre violões celo,
Sobre esperas longas,
Sobre o que disse o menino que canta,
Sobre as tão doces e duras críticas em fim de rolê,
Sobre Ziggy e Dirty,
Sobre o sol nascendo,
Sobre there´s a light,
Sobre algum poema,
Os ônibus vazios.

Mas prefiro falar sobre a camiseta do catador de latinhas na Lapa: "Este ano não termina sem a minha vitória". E então me senti o vitorioso da derrota em dois mil e nove naquele momento.
A glória não circunda mais o meu coração, e talvez por isso eu tenha me tornado as latinhas naquele saco.
e devo dizer, que talvez exista mesmo uma luz que nunca se apaga, preciso reacender a minha. à seco.

sábado, 26 de dezembro de 2009

É, eu te amo.

Quando me dei conta, olhei para o relógio do dvd, marcava 1:49 da manhã. Na televisão, a reprise da final da copa do brasil já chegava aos 46 do segundo tempo. Eu roia unhas, e já estava há quase duas horas cumprindo meus rituais.
O juiz apitou, começou a tocar o hino e eu me entreguei às lágrimas.
É, eu te amo, e estou aberto às suas decepções novamente...
O centenário já começou.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Derrota.

"Quando penso não, talvez ela esteja certa, vejo que é hora de trocar este clássico e tosco filme desta década por qualquer Simpsons da vida".
sempre o mesmo filme no mesmo canal nas mesmas madrugadas e nos mesmos sentimentos e mesmas angustias. vadia.

"Esperança, seus lençóis tem cheiro de doença"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Repetição/Macarrão.

Em São Paulo há pouco mais de vinte e quatro horas, o sentimento dilacerante de uma flor nascente de tédio começa a brotar em mim. Em outros momentos esta sementinha demorou dias para dar indiícios de que germinaria.
Preciso sair amanhã. Quem sabe, dar um rumo diferente para esse tipo de situação/sentimento seja-me bom.
No computador, no andar de cime neste sobrado em que cresci e vivi a vida toda, a voz que vem lá de baixo disse: "você encara um macarrão com ovo?".
Vim para cá em busca de paz, e agora encontrarei com uma das pragas atemporais e aespaciais de lá: o macarrão.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Espírito de natal.

...tinha um presépio com animaizinhos e seres humanozinhos em tamanho de gente e animais de verdade. Cristo até parecia uma criança simpática, que se viajasse de ônibus não o faria chorando durante todo o trajeto.
Para representar o espírito de natal supra sumamente capitalista uma corrente afastava as pessoas das de gesso.
Me deu vontade de roubar peo menos uma ovelha.
mentira.
Mas achei engraçado.

sábado, 19 de dezembro de 2009

"Quando eu era jovem".

Por que realmente, não sou mais.
Talvez na década de cinquenta eu seria um cara descolado (e não tão deslocado como sou ou me sinto às vezes). Ou melhor, talvez, sendo assim, na década de cinquenta, eu seria o padrão desejável.
Ou não.
Só sei que quando eu disser "quando eu era jovem", jamais discorde, jamais questione com "você não é jovem?", ou "quantos anos você tem?". Primeiro por que estou falando de mim, e não creio que lhe caiba discordar do que estou dizendo ser sobre mim. (Cito aquela bela canção "como podes dizer, saber como estou, se nem eu mesmo sei, o que há de errado").
E segundo por que não é uma questão de idade, mas sim de espírito. E o meu espírito de jovem (bem como o meu cheiro de espírito juvenil) já ficaram pra trás em algum momento remoto que talvez eu ainda não existia ou se quer era vivo.
Eu quero ir pra casa. E descansar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ano.

Fim de ano é um cú. (Perdoem-me a definição impositória, grotesca e chula, logo pela manhã, pelo menos para mim). Mas pensando numa porta de bosta, penso em final de ano, e cú. (e pensar que já me esforcei para manter este blog isento de palavrões). Como mantê-lo isento se o próprio escritor já é um por si só? Uma ofensa desmedida batendo no teclado.
E quando eu percebo, a cabeça já está funcionando e pensando "é, ano que vem...". Ano que vem é o cacete, porra!
Bota ordem nessa merda toda e para de encher o saco com historinha pra vender roupa branca e champanhe espumante vagabundo.
Cala os dedos na frente dessa merda e vai acabar de estudar, no último dia de tensão deste ano. O que não faz a menor diferença, por que daqui há quinze ou vinte dias já estarei de novo em tensão. E ai, meu amigo, bom ou ruim, foda-se se é dois mil e nove ou dois mil e dez, isso todo mundo sabe: se o cú tiver coçando, você não consegue dormir.

só quero acabar logo com isso, deveria ter feito a prova de manhã mesmo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(...)4a.

"E é tão romântico fingir não ver que,
eu não sou mais que outro vício qualquer,
em que você pendura os ossos pra ter,
outra noite pra viver e esquecer"

Nenê Altro e o mal de caim.
Faz todo sentido.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

(...)4.

Tal qual minha mãe, e apesar dos inumeros esforços, realmente não consigo compreender a minha geração, aqui e agora.
(isto é grande, e muito, mas enfim).

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sobre ser bem vindo.

Não seria mais fácil, para mim, para os outros e todos, em vez de deixar a pipa baixinha, com toda a linha enrolada na lata, dizer "você não é bem vindo"?

Pelo menos pude dormir com o ressoar de um dos maiores e mais belos elogios que já recebi nesta vida: "você é, diferente".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ponto.

O
Limite
Entre
O
Non sense
E
O
Rídiculo
É
Este
.


(apenas para termos, cargos e curiosidades referentes a anonimidades, Livraria Hammurabi, Santo Antônio com Rio Branco, lá pelas 7 horas)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Erro.

Teve uma quinta feira que eu tava meio encasquetado em casa, inquieto, nervoso e tudo. Já tinha lido um pouco, tocado guitarra, violão, mas nada me deu alívio ou coisa do tipo.
Ai me deu vontade de pintar uma camiseta, e seria o verso de uma camiseta cinza escrito "não acreditem na globo" que a Marcella me deu em 2005. Eu não sabia ao certo o que escrever nela.
O Pedro chegou em casa e disse que ia raspar a cabeça, ai eu disse "ow, raspa a minha também". Depois do primeiro filete de cabelo cortado eu disse "faz um moicano". Ai ele fez. Começou a rir, eu também. Disse que no dia seguinte eu tiraria, mas não tirei, e isso ai já deve fazer um mês.
Acabamos de raspar minha cabeça era mais ou menos uma hora, e eu fui escrever na camiseta. Havia decidido escrever "erro.".
Outro dia eu sai com ela, e alguem me perguntou "erro?" e eu disse "erro!". "Por que uma camiseta escrito erro?". "Por que o Billi Corgan usava uma escrito 'zero' e até hoje a molecada compra camiseta igual". "Tá".
Hoje cedo, vindo pra faculdade, o porteiro do prédio, evangélico chefe de ministério, olhou a camiseta e disse: "erro? haha, só você mesmo Gabriel".
Vai entender.

E mesmo com a possibilidade dela ficar molhada de suar e chuva hoje, eu a usarei para tocar na livraria amanhã, mesmo que seja só pra aparecer na foto. Se tiver foto.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Banho Old School.

Depois da minha mãe me ligar com uma notícia que me chateou, fechei aquele texto confuso sobre algum autor complicado e fui tomar um banho.
Quando o CD vivia seu auge, em meados de 1999 (acho que o auge foi esta época), quando já havia destruído os belos lp´s e apavorado as divertidas fitas k7, e ainda não era, nem de longe, ameaçado por essa porcaria de mp3, eu ganhei um rádio portátil que tocava cd. De uma marca barbante, como diz meu pais. Uma bosta. As coisas costumam durar pouco na minha mão, as coisas ruins então, duram menos ainda.
Eu adorava ouvir o meu "só no forevis" naquele radinho.
E ai numa determinada época comecei a colocar o rádio no banheiro enquanto tomava banho. Foi a época em que comecei a adorar (no sentido de adorações) Legião Urbana, Nirvana, Silverchair, e outras coisas. Mas o que eu ouvia mais mesmo eram esses dois primeiros.
O rádio quebrou, dizem que foi por causa da exposição excessiva ao vapor dos banhos e tudo. Pode ter sido. Eu sempre destrui tudo.
E ai hoje, em um rádio bom, que já dura cinco anos, tomei banho ouvindo o magnífico cd intitulado "Um", do Envydust, sobre o qual ainda colocarei algo como uma resenha aqui.

E quanto a notícia chateante, bem, sigo chateado. Merda.

Resta-me esperar a sexta, para tocar na livraria e ter uma nova sensação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

(...)3.

Quando eu percebo,
Já estou fazendo.

Resta-me esperar a sexta, para tocar na livraria e ter uma nova sensação.

sábado, 5 de dezembro de 2009

"Suburbia, 1986"

(...)
Beijos nos bastidores me segurem forte
enquanto os amplificadores estão gritando...
gritando por nós.
Vamos caminhar a noite inteira
e falar um pouco de merda.
Por favor fique e me faça se sentir vivo.
Será que é a mesma coisa com todos garotos punks?
Será que tememos tanto que nossa época passe?
Só mais um café...
Só mais um beijo...
Só mais uma música...
é tudo o que eu preciso
para sentir que o mundo não é tão ruim assim,
enquanto você estiver lá por mim...

No dia em que a Any me "vendeu" (trocado por um shaipe de skate) o "história não tem fim", do dance, ela me disse assim: "a única música que eu copiei foi a última, é linda, e a ouça com atenção". Isto no carnaval de 2005. Beleza. Cheguei em casa e ouvi o cd inteiro. A primeira música que me ganhou de verdade foi "mais um café gelado".
Eu "gosto" do desespero daquele cd (posso ter uma interpretação distinta da que os caras tentaram dar ou sentiam ao fazê-lo) mas ele me soa como um desespero que compartilho (em especial com "carro bomba", "instantes" e "apertem os cintos").
Me apeguei a "suburbia" no ano passado. Um dia, do nada, coloquei o cd pra tocar e a música ganhou um destaque, talvez a atenção refinada que a Any indicara. Peguei a cifra, brinco de toca-la meio folk no violão. Ouso dizer que há um ano, mais ou menos, se tornou uma das minhas grandes favoritas da banda.
Ainda sobre a música. Tem um menino, ele chama Alan, mora na Freguesia em São Paulo. Eu tenho ele no orkut desde 2005, o conheci no rolê, conversamos muito pouco, só em portas de show e uma vez que o trombei no ônibus. No primeiro dia da maratona eu o vi enquanto eles estavam tocando, justamente, "a história não tem fim". Enquanto tocava "suburbia" ele subiu no palco, abraçou o Nenê e, antes de pular na galera, fez um gesto de "fim" com os braços (estilo técnico em fim de jogo) e gritou "basement is closed" (o porão está fechado). Isso me marcou. Eu fotografei isso com a cabeça.
Acho que é a única música em inglês deles depois do "six first hits", e ela me pega tanto pelos calcanhares. Diria que é algo quase visceral.
Quando o rolê não é bom, e me dá vontade de voltar pra casa logo, eu volto cantando a música. Semana passada, voltando do bar da mancha verde (então, sou corintiano), após ficar preso lá por conta da chuva, e ir para casa às 2 da manhã, sob forte chuva, andei os trinta minutos da molhada caminhada cantando sozinho. Deixando os outros para trás, conversando com os semáforos vermelhos, enquanto eu sentia a consciência encharcando de falta de auto respeito.
E às vezes a música faz tanto sentido. Às vezes eu desejo tanto que a banda não pare de tocar. Às vezes eu desejo que eu não durma. Às vezes eu desejo tanto parar na rua e não ir pra casa, e ficar, aonde quer que seja. E pedir pra não ter que pegar a chave no bolso esquerdo. Ou tirar o celular do bolso direito pra ver as horas.
Eu acho que eu trouxe um amplificador de São Paulo pra cá pra que ele ficasse desligado no canto da sala, justamente, gritando por mim nesses momentos, em que eu entro em casa as 4:05 e digo: "Às vezes eu preciso de algo que me faça acreditar que o mundo não é tão ruim assim".
E já não sei aonde procurar este mundo dentro daquele que eu construo e aceito ao meu redor.

a música: http://www.youtube.com/watch?v=AZCS3yrtwe0&feature=related
a letra em inglês: http://vagalume.uol.com.br/dance-of-days/suburbia-1986.html

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

(...)2.

Faz mais ou menos um ano que um olhar certamente doce me perguntou:
-O coiso é vegano?
Eu certamente respondi que não; não sou e nunca fui.
Mas a verdade é que eu sou um idiota.
Em todos os aspectos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

(...)

Normalmente, antes de sair de casa e vir pra faculdade, a hora que for, eu preparo um café com leite (do jeito que gosto) em alguma das minhas canecas plásticas, e venho o tomando no caminho. Ouvindo algo que me agrade nos fones de ouvido e observando os detalhes escondidos do caminho cotidiano.
Cumprimento o zelador.
Cumrpimento o porteiro.
Cumprimento o senhor de cadeira de rodas.
Cumprimento as senhoras do bazar da igreja.
Cumprimento o rapaz da farmácia.
Nos últimos dias eu tenho tomado meia xícara de leite com toddy na caneca de porcelana do corintias que minha irmã me deu pouco antes de eu me mudar pra cá.

Sinto falta do café.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

idiotice.

Ai um idiota, daquele compositor de enormes idiotices cotidianas, apontou o dedo em meu nariz (com tom de espelho) e disse-me: idiota.

sábado, 28 de novembro de 2009

Considerações.

Considerações antes de dormir:
1)Quando, apoiado na janela do quarto,percebo muitas salasao meu redor piscando na mesma frequencia, percebo a dimensão do poder que eles exercem e detém.
2)Espero uma noite de sono old school: trouxe o rádio para o quarto, coloquei o frogstomp, deitei na cama, fechei os olhos e disse em vol cerebral alta: "eu tenho quatorze anos", repetidas vezes, mas eu não tenho.
3)fodam-se-me.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Destino.

Daqui há alguns dias, precisos 14, fará um ano que meu vó deu o último suspiro e deixou deser um ser vivo respirando.
sempre tivemos muitas e longas conversas, não sei se já comentei aqui, mas se as férias começavam numa sexta, e terminavam num domingo, eu ia pra casa dele e da minha vó na sexta e só saía de lá no domingo véspera de volta às aulas.
Nas épocas em que minha vó ia corrigir provas de vestibular e enem, eu e meu vô ficavamos muito tempo sozinhos em casa, vendo qualquer bobeira na tv e conversando, depois íamos almoçar ou jantar e ficavamos na mesa mais um longo tempo conversando. Na hora do almoço ele dizia "vou pegar mais uma cerveja", na hora da janta era "vou tomar mais um copo de vinho", e o nosso papo seguia, seguia, até ele dizer "vou tirar um sono, até rapaz".
Em uma sexta feira específica, em maio de 2005, eu com meus 16 anos, ia passar a noite lá e no dia seguinte ia fazer um rolê logo cedo. Comiamos pizza de mussarela do Tourinho (restaurante ali perto, sempre íamos) em casa, eu e ele, não lembro aondeminha vó estava. Não conversavamos sobre nada, apenas comiamos. Eu virei para ele e, inocentemente, lhe perguntei: "vô, to pensando em seguir uma carreira na área de artes, que que você acha?".
E a conversa foi.
Uma das coisas que ele me falou e que eu mais guardei, talvez por que discordei dele, e este foi o centro da discussão, foi que todos temos um destino, ele já está escrito, resta-nos aceitá-lo e fazer as coisas dentro daquilo que achamos certo e elas nos serão voltadas de acordo com o destino e de forma boa. Falou embaraçado assim, já tinham ido uns três copos de vinho.
Falei tudo isso pela simples razão de que queria resmungar-me pelo fato de que não gosto do jeito como muitas coisas tem acontecido na minha vida. Sejam as boas ou as ruins. Muitas, quase todas, tem me incomodado.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Serviço de desova.

Recolhe os livros do balcão e leva pra dentro.
Sobe pela escada e os desova em um carrinho.
Leva o carrinho vazio de volta pro balcão.
Leva o carrinho cheio para o fundo.
E desova os livros nas prateleiras temporárias.
Os coloca na ordem aos poucos em um carrinho.
Anda-se pelos corredores.
E os desova em seus respectivos setores.
Por área, complemento, tombo, sobrenome do autor e registro.
Uma biblioteca inteira pronta pra redesovada.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Não pude dormir.

Um cara que se veste mal (tênis naique, bermuda florida, camisa polo listrada e chapéu xadrez) e fala bobeira seriamente;
Um papo delicioso, nostálgico, salvador, tipicamente isildo;
Itaipava a cinco conto;
Programa norte americano centrado em fazer piadas com o resto do mundo;
Determinismos de quem jamais esperei;
Esteriótipos bem demarcados pelas calçadas;
O susto espantoso por estar vivo;
Mas, por incrível que pareça, apesar de tudo, o que me marcou no final da noite, jogado no sofá da sala, com sono, mas sem forças para subir e dormir, foram os versos:
"Que você me adora,
E me acha foda".
Que merda é essa?
Que merda!

sábado, 14 de novembro de 2009

O empadinha.

Ai entrei no ônibus para São Paulo, fui direto para o lugar de sempre, quando me aproximava vi aquele corpo musculoso, marombado, que sobressaia do espaço do banco como empadinha da forma. Pensei "é, viajarei encolhido ao lado deste empadinha". Pedi licença, coloquei amochila no chão e, como de ritual, coloquei os fones de ouvido e o negócio que tampa a claridade nos olhos. Nem bem o ônibus saiu da rodoviária o desgraçado (e usarei termos pesados e desrespeitosos com ele) começou a roncar. Um ronco pesado e grave, alto, sobretudo alto.
Resultado, não dormi, tive de aguentar meu braço esquerdo pressionado por um monte de massa excessivamente trabalhada em academia, parecendo massa de pão que se esqueceu fermentando e cresceu muito mais do que o necessário.
O ônibus parou, posto de serviços. Desci para comprar o iogurte que sempre compro, o empadinha voltou com um saco e me disse: "e ai cara, quer fruta?", em um saco, umas três maças, três bananas e uma caixinha de morangos. Minha vontade era dizer "não, valeu, não sou saúde não. Tem alcatrão? Pra mastigar". Mas apenas disse 'não, obrigado', e voltei a tentar dormir.
Acordei, desta vez, não com o barulho do ronco daquele corpo que mais parecia um x tudo, mas sim com a boca daquele pedaço de carne sovado destroçando, chupando e descaroçando (tudo isso com violência) os morangos da caixinha. Me virei, e desta vez consegui dormir. Acordei com a claridade em Osasco.
Ai pensei, durante esta conturbada viagem, que, nazistamente, poderia existir no ônibus algo como duas seções: uma para "roncantes" e outra para "não roncantes", como havia para fumantes e não fumantes.
Indo mais além ainda, pensei em sugerir ao governo do estado que, também nazistamente (como lhe é de gosto) que proibisse o ronco em ônibus, aviões e espaços públicos em geral. Justo?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Declaração.

Pequena declaração de um ex-jogador de dominó com relação à sua conduta e condição recente:
"Bem, espero ter contribuído para o dano neurológico futuro após estes dias tornados breves, espero, também, ter conseguido atrair para mim algo em torno de três a cinco doenças, inclusive duas venéreas; e gostaria de aproveitar a situação para comentar a falta de assistência e investimento público na nossa categoria profissional"(...).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu sou o caminho: da mentira e do fim.

No começo de um dia,
Que por si só,
Já começou entardecido,
Sentei-me,
Para alimentar novos vícios,
(E espelha-los em,
Alguns mais conhecidos).

Frente a frente,
Os apelidei inimigos,
Outro copo trincou,
E fim de piada.

"É egoísmo",
Disse um (dos vícios),
"É bobeira",
Disse outro (viciado),
"Não importa",
(recuei),
E fim de piada.

(Aliás,
Preciso entender enfim,
Que sim,
Importa).

Foi então que um 'vicinho',
(Um pouco sangrento),
Alertou-me para algo,
Que de tão antigo,
Classifiquei como a base,
(De meus vícios contemporâneos).

"Talvez seja isso",
Disse ele (em casa de recuperação),
E concluiu,
"Talvez tenha você,
Respirado aquele perfume,
Das 'Flores do Mal'".

"E agora amargue,
Entre estes teus soros,
Pois,
'É só o inferno,
E mais nada'".

Para não atrasar,
Mais ainda o dia,
Decretei fim.

"Pelo menos tenho eu,
Boas influências,
E posso seguir,
Cavando este meu poço".

Eu sou o caminho,
Da mentira,
E do fim.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sonhos retilíneos.

Deitei para dormir, passava das três, ouvia aquele cd entitulado "quando estar vivo não basta" (a trilha sonora mais digna para o momento).
Acordei suado, asustado, com uma imagem na cabeça (e nada mais justo para o momento).
A história do inconsciente, esta noite, começou com uma visita da família a alguém que se parecia comigo, eu fugia, para não sei aonde, que havia três carecas (no sentido neonazista da palavra) e ficavam, com pequenas sacanagens, tentando me pegar. Cheguei em alguma rodoviaria e tentava encontrar o caminho para casa, chovia muito, e tudo estava tão escuro; um dos carecas usava uma gravata vermelha. Quando sai da rodoviaria, me encontrei com eles na avenida, e tentei dar-lhes dribles. Um homem, 'segurança', me indicou aonde ir para chegar aonde queria, ou devia; sem saber aonde estava.
Molhei os pés, passei ao lado de um ginásio, chovia muito, vi dois rapazes tirando fotos, parei em uma esquina, cansado de tanto caminhar levando o estranho peso que levava nas costas. Parei na esquina.
Um carro com os carecas parou, me ofereceram uma carona, eu disse que não. Lembro da gravata vermelha vindo naminha direção.
E como sempre, acordei antes de morrer (o que não foi nada justo com o momento).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

...

às vezes dá uma vontade deturpante de sair por ai destroçando tudo o que se entende por qualquer coisa, que seja, não importa mesmo. é só mais uma lamentação desocupadamente burguesa.
pelo menos hoje a prateleira (e só a prateleira) não caiu sobre mim.
é repetição.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Vaca.

(Esta postagem é dedicada a todas as vacarias e vaquismos [em geral] que já fiz nesta vida)
Não sei se já comentei (ou se sabem e etc) mas moro no último andar de um prédio que fica entre a pista (rodovia) e o pasto. Diriam os (s)ociólogos, entre o arcaico e o moderno. Não sei. Não importa.
O pasto é frequentado, diariamente, pelas mesmas vacas, as reconheço pela cor e tudo; algumas já notei e apreendi alguns hábitos. E quando ocorre alguma mudança na cotidianeidade delas também reparo.
Por exemplo, há uma vaca meio branca, meio amarela, meio cinza e um pouco alaranjada (talvez seja isto a cor de burro quando foge), uns tempos atrás ela passava mais tempo do que as outras pastando, comia pra burro. Ela foi engordando. Sumiu por alguns dias, e depois de semanas aparecia, sempre ao lado dela, um pequeno bezerro, com a mesma tonalidade de pelo (ou falta desta) que a vaca em questão. Sempre que possível ele corria na direção das tetas dela e passava longos minutos mamando. Algo bonito de se ver, devo dizer.
Pois bem, sábado, quando voltei a ficar em casa, após uma breve viagem à Minas Gerais, notei a ausência do bezerro, e a vaca pra lá e pra cá, em leve desespero, mugindo, urrando, gritando, clamando e etc.
Ela passou a noite deste domingo repetindo os mesmos atos de desespero. Um grito seco, que doeu e dificultou o meu ato de dormir.
Isso me entristeceu mais.
E me deu vontade de mugir igualmente seco.

sábado, 31 de outubro de 2009

Finados.

alguém
preciso
fazer
alguma
coisa
e
ponto
(cansei)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Oh Minas Gerais!

A goiabada foi tomada por uma gigantesca e verde colonia de mofo,
O queijo, cheio de oleosidades, se esfarelou no pacote,
Apos despencar do alto da serra,
Desceu rolando morro abaixo,
E foi pisoteado por um cavalo puxador de charrete.
Pao de queijo de verdade nao tem queijo.
E o doce daqui, foi fabricado em Sao Paulo.
Oh Minas Gerais (como diz a musica),
'Me liberta desta porra' (como disse o Jesus),
Antes de virar a tosca estatua no pico da cidade.
(citando clarah averbuck, 'o amor, so te fode no rabo',
'eh tudo culpa da influencia do cinema', fechando com Holden).

sábado, 24 de outubro de 2009

Sexo Bundal.

Uma jovem mulher entrou na farmácia, aparentando tranquilidade, cumprimentou o farmacêutico com um singelo boa tarde e lhe revelou o motivo de estar lá naquela tarde:
-O meu marido quer fazer sexo anal comigo, mas eu não quero. Você tem alguma pomada anestésica para isso?
-Bem, tem o lubrificante...
-Com o lubrificante dói do mesmo jeito, eu queria um anestésico, por que ai ele fazia e eu não sentia dor.
-Acho que você deveria conversar com seu marido.
(...)

Este foi o relato de uma amiga, ela vivenciou a situação mas não pode presenciar o desfecho.
Eu apenas questionei: o marido, queria fazer sexo anal com ela ou com uma pequena porção de músculos anelarmente contraídos que se encontra na retaguarda do corpo da mulher?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O de quadrado.

Foi em 2007, em uma noite qualquer voltando do cursinho, desceria do ônibus na frente do hospital das clínicas para lá pegar o glorioso Morro Grande que por anos me acompanhou. Levantei para descer um pouco antes do ponto, acho que havia um antes do meu; nisto, um rapaz, aparentemente alcoolizado, veio andando na minha direção, desceria no ponto anterior ao meu. Parou perto de mim, ficou me olhando e então gritou: "O de quadrado, sai da porta".
Fiquei pensando, porra, 'de quadrado'?.
Então percebi que era a primeira vez que eu vestia uma camisa de manga curta xadrez, e o de quadrado referia-se às listras verticais e transversais. Pelo que me recordo, só fui entender isso no dia seguinte, quando acordei e vi a camisa xadrez sobre a cadeira.
E ai todo dia que acordo e vejo ou visto uma camisa xadrez lembro disso...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Sociologia da Educação"

Dance Of Days - Cem mil bolas de neve.

Teorias tropeçam na mesa do bar
E no fundo sabemos que já não há
Um dragão gigantesco apenas
Que precise cair
Para o sol um dia voltar a brilhar,
E que na verdade ele pode estar
Te dando um sorriso agora
Que amortecido acordas
E não sabes o que quer.

Se os porcos tomaram a casa dos senhores
E andam em duas patas porque não ouves
A voz que grita em teu coração a dizer
Que é hora de morrer
Para o inimigo
Que vive em você ?


O terceiro setor é cruel por que não é do estado, e o estado é cruel por que só quer fazer reprodução.
Vamos nos apegar a que então? Armas?
Então vamos à academia, ficarmos forte, pra brigarmos bem 'no dia' em que a revoluação chegar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um jogo de xadrez.

Fui dormir sabendo que jogaria 11 partidas de xadrez no dia seguinte; fazia alguns anos que eu não jogava uma, e nunca levei a sério este esporte, depois de uma cagada nada pedagógica por parte de um professor, lá pelos anos de 99 ou 2000. Enfim, começou a partida.
Cumprimentei meu oponente, bati no negocinho do relógio e o adversário fez sua primeira jogada. Pensando eu podia estar fazendo sexo fiz um movimento qualquer e trinquei o relógio de novo, o adversário jogou, eu joguei, e pensei eu poderia estar conhecendo esta cidade que ainda não conheço e tudo; pensei, após isto, eu poderia estar na casa de meus pais, em São Paulo, enchendo o saco da minha mãe perguntando que que vai ter pro almoço. Foi neste momento que o oponente disse algo que não compreendi, pedi que repetisse, e ele o fez: "xeque mate". Olhei no reloginho, pouco mais de um minuto havia se passado desde o principio do jogo.
Repeti, então, a frase dita quando cheguei ao salão em que ocorreriam os jogos: "enfia o bispo no cú e sorri pro cavalo".
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"Lírios aos Anjos" - Dance of Days.
Talvez precise bem mais
Que um sorriso incapaz
De me prender a atenção.
Mas foi tão bonito estarmos
Sentados aqui sem dizer nada
Esperando o calor tomar corpo.
E não sei...
Não sei como preencher
O vazio sem fim destes passos.
Eu não sei...
Não sei como comecei
A atirar lírios aos anjos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Suas próprias canções.

Em 2002 meu pai me deu de presente de aniversário um cd de mp3 com todas as músicas da Legião, levei meses para ouvir tudo aquilo. Recordo-me que uma música que me chamou muito a atenção foi "marcianos invadem a terra", por falar de alienigenas e por ser apenas voz e violão. A ouvi muito nesta época (me recordo de ouvir aquele cd enquanto jogava o jogo do "x games" do Renato no video game).
No último domingo, por motivos da vida cotidiana coletiva, encontrei-me sentado no sofá de casa, olhando o tapete e ouvindo tal música. Foi então que o verso "se você, quiser se divertir, invente suas próprias canções", me chamou a atenção.
Ainda naquele ano ganhei um violão, após 2 meses em uma furreca escola perto de casa desisti das aulas e decidi aprender a tocar sozinho. Demorei um pouco mais do que os outros jovens do colégio para ter um mínimo domínio do instrumento musical.
Não sei tocar de cór nenhuma música da legião, e toco apenas alguns covers. No mesmo domingo encontrei um papel aonde anoto os nomes das músicas que faço, ao todo, 54, e me certifiquei, como cantava o renato russo em "marcianos", eu me divirto fazendo as minhas próprias canções (embora não seja nem de longe, músico).

sábado, 3 de outubro de 2009

Piada Perdida.

Dai a professora marcou a entrega do trabalho final para um dia que não era de aula dela, trouxe uns bolos de supermercado, uns refrigerantes, e a galera se juntou ao redor da mesa. Sem saber nada do que se passava, o professor daquele dia chegou, entrou na sala, olhou desconfiado, tímido, asustado, curioso. Eu pensei: "uma piada, uma piada, uma piada agora".
Vi um de meus colegas dizendo ao professor "é a entrega do trabalho...", no exato momento em que encontrei a piada exata: levantar os braços, sorrir, olhar para o professor e dizer: "Surpresa!".
Piada perdida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Emo Old School.

(quase uma sequência da postagem anterior).
Então nos dias da maratona do Dance Of Days deparei-me com um jovem que, como eu, frequentava os shows da banda há (ou desde) 4 ou 5 anos atrás. Com o mesmo estilo que marcou aquela época (acho que podemos demarcar de 2002, quando a coisa começou a mostrar mais a cara no Brasil, até 2006, quando decaiu enquanto algo do Underground), o jovem rapaz fez-me pensar no termo "Emo Old School", (outra ressalva, este termo em inglês refere-se, a meu ver, de forma saudosista, a um passado talvez ainda não muito distante). Podiamos discutir o que é esse raio de Old School não é mesmo? (não agora).
O jovem usava uma simples franja para o lado, nada de escova ou chapinha, como fazem os ditos emos de hoje, vestia uma camiseta baby look, curta nos braços e na cintura, a calça, jeans, estava caída, grande parte da cueca a mostra e o tênis era um Mad Rats vermelho.
Pensei "Emo Old School, tá bom ou quer mais?".
O que me causou estranhamento maior foi observar os "Emos Atuais", escova no cabelo, calça grudadinha, um tênis estranho, gorducho e alto, camiseta colorida. O Old School talvez não tenha ainda reformado o seu guarda roupa, ou talvez seja apenas alguém como eu, que em dado momento da vida se identificou com algo mais cultural do que a simples troca de tendências e se apegou a isto para a sua vida.
Aliás, eu e muitos daqueles que estavam naquele Hangar lotado, alguns com camisetas de banda e "estilos" que fogem do senso habitual para a casa ou a banda, seja este o emo, o punk, o hard corer, o straight edge, o rocker (como disse o Nenê "o straight edge vira um time de escola e o emo só uma moda boba").
Meninos vestindo camiseta baby look está fora de moda? E daí? Não se vende mais aquela camiseta do Dance com a estampa da vitrolinha (assim como não se retorna mais a 2005).

domingo, 27 de setembro de 2009

Notas desordenadas.

Dizer que o dance of days é uma de minhas bandas favoritas não soa como novidade para os meus amigos.
Ontem teve a primeira parte da maratona deles. Eu explico: todas as músicas de todos od cd´s tocadas em dois dias, ontem foram 3 cd´s e hoje serão mais 3. Além dos momentos de extrema catarse que vivi ontem, e que sei que viverei hoje (sobretudo com o cd "valsa das águas vivas"), trago de forma desordenada uma série de raciocínios e pensamentos acerca da banda, da forma de se fazer e nos motrar a música que foge daquela que estamos acostumados.
Sabe aquela nossa imagem de camarim? Aquela que construímos ainda quando eramos crianças, com base no que mostram no video show, então, quando me encontro com "o baterista da banda" na fila do bar para comprar um doritos vejo que, bem, aquele camarim cheio de frutas e bebidas e sanduíches não é o único que existe ao certo. Quando cumprimento "o vocalista da banda" ele pára, olha para mim e diz: "nossa cara, você tá diferente, cortou o cabelo?", e me pergunta se fiz boa viagem e agradece por eu ter vindo de longe pro show...
...diversas coisas de contato humano direto, nada de endeusamentos, nada de altares para os musicos, nada de um grupo colocando uma "multidão" (uma casa de show cheia) em um andar abaixo. Nada de video show.
O camarim é uma falácia, para quem produz (e não cria) objetos comerciais disfarçados de peças artísticas. O camarim é para quem precisa se esconder. Se esconder de quem aprecia o que você faz? Se esconder de que?
Agarra o fio do microfone e se joga na galera, estamos lidando com gente.
Nossa, isso tá muito desordenado... Efeito da catarse ainda.
Joelhadas na cabeça a parte, estou já me preparando para a segunda parte desse evento, que além de custar o incrível preço comum de dois shows no Hangar, fecha um ano em que o dance tem sido muito importante sob os meus ouvidos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Alma e Bosta.

Diz-se que a alma sai de um corpo quando este finda-se, e que, ao entrar em outro corpo, é algo próximo de "a mesma vida, mas em outro corpo", podemos pensar que, a comida que entra sob uma forma, e sai de outra, ou seja, bosta, é alma (interrogação).
...
Ao anônimo, mais uma vez, digo que o pano pra manga que eu havia dito, são as cotidianeidades aqui descritas; e que para ser meu amigo, basta mostrar a cara, dialogar, tomar um café e, sobretudo, cair ao meu gosto, como caiu a cafeína.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bola 10.

...não era nem descida nem subida, já havia descido um tanto e me preparava para subir a ladeira. De um lado do céu estava sol, do outro queimava mais ainda, torrando a calçada, o asfalto e as vacas do outro lado do muro. A ladeira começou. No chão planificado da garagem, contrariando a lógica da rua, três garotos batem bola no portão.
No meio da subida surgiu um corpo. Minha falha cabeça, rapidamente, disse aos meus olhos sobre o que estes registravam em minha caixa operadoradora: "bola dez". Racionalmente corrigi o ato falho cerebral, balbuciando: "não não. Fusca azul".

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Reacionando.

Um grupo de rapazes conversava próximos de mim na fila para o almoço, no restaurante universitário. Por vezes alguém, de outros grupos, era apontado como "reaça", ou algumas atitudes, de outros alguéns, de outros grupos eram tachadas como "reacionárias". Entre estas classificações e outras, algumas frases captei e coloco aqui para leitura e inerpretação de quem aqui entrar:
1)"Ontem eu dei uma bica naquele cachorro que ficava enchendo o saco lá na rua. Foi uma só, bem na cara. Quero ver latir de novo";
2)"Que viadagem tua foi aquela lá hein (interrogação) Puta bixisse!";
3)"Mano, você vai pegar essa fila lá no final. Entra aqui com a gente";
4)E último: "Pra quê que eu vou ver aquela aula (interrogação) O cara é mô reaça!".

sábado, 12 de setembro de 2009

Era sexta-feira.

Não vi o sol se pôr, aonde moro tenho apenas a bela visão da igreja central ficando vermelha, depois rosa, depois laranjinha e por fim ser entregue à escuridao. Apoiei as mãos nas costas, talvez paralelas aos rins, joguei o tronco para trás e estalei algum osso ou cartilagem, não sei.
Quase acabei os fichamentos, comprei uma jurupinga, estava ouvindo 'pixies', arrumei o quarto, acabei assistindo "farenheit 11/09" (que passou na cultura), exatamente a 1:47 coloquei o celular para despertas as 8:30 de hoje, precisava agora digitar e imprimir os tais fichamentos.
Não vim ouvindo pixies nem nada, vim caminhando e ouvindo a voz da consciência resmungando um trilhão de coisas que muitos diriam que não tenho razão e que são argumentações machistas (...). Foda-se (com perdão pelo palavrão).
É, eu não comemoro mais quando percebo que chegou a sexta-feira. E quando comemorava, era por não fazer diferença, como ontem.
E semana passada.
E semana retrasada.
E mês passado.
E bimestre passado.
E greve passada.
E férias passadas.
(...)
E vida passada.

em um prato de feijão, solidão.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Jogar futebol.

Cansa como estudar aquelas coisas que não estão me dizendo nada;
Cansa como perceber que eu não aprendo;
Cansa como lembrar que eu esqueci;
Cansa como fazer as coisas aos picados;
Cansa como precisar sair correndo;
Cansa como o forno que não acende;
E, por vezes, irrita como saber que
(...)Eu tentei correr, mas acho que foi tarde demais.
Agora quem vai se importar?
Meus dois braços não vão bastar
E ninguém vai me ajudara tirar as crianças do campo...
dance of days - caulfield.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Chá.

Abri a geladeira procurando por um dos muitos pés de alface que comprei, há alguns dias, por R$1,48. Havia sobrado apenas um. Não era o pé de alface mais bonito que eu já vi, não que eu tenha visto muitos. Mas enfim, salvei as poucas folhas e, galateando-as como princesas, as temperei com vinagre e sal, e me sentei para saborea-las na frente de uma caixa de chá matte.
Na lateral desta, uma descrição do que é o "Matte". Dentre outras características, dizia-se que "vive na cidade, mas não esquece suas raízes na natureza, no verde, no campo". Não dizia nada sobre ser um emaranhado de gravetos pretos, em um saco dentro de uma caixa, sendo ambos, na minha interpretação, formas pejorativamente toscas de se utilizar da natureza, além de maltrata-la.
No fim da descrição, uma pergunta: "Matte tem esse ritmo. Qual é o seu?".
Em razão do impacto com a invasiva questão, parei de mastigar as princesinhas alfaces por alguns segundos. As engoli, e então pude responder para a caixa: "O meu ritmo é aquele que sai de casa para comprar cabides. Toma chuva para comprar cabides. Toma chuva para comprar cabides. E quando chega em casa, percebe que esqueceu de comprar a droga do cabide".
Será que se eu beber mais chá matte esquecerei menos coisas?

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pensamento musical.

Passei o fim de semana em uma encontro de conjuntos corais, trabalhei filmando o evento. O assisti através do quadradinho da câmera, e quando quis aplaudir algo realmente maravilhoso, não o pude fazer por ter de filmar tal maravilha. Mas depois conversei com o grupo responsável, apenas para dizer o quanto havia o espetáculo deles me maravilhado.
Aplaudi tanta coisa tosca nesta vida e não pude aplaudir aquilo...
Ai lá no meio, tendo de ficar em pé, de lá pra cá, filmando, acabei pensando na música. Afinal, era o que se fazia lá, mas de uma forma que não me é comum pensa-la.
Por vezes não há instrumento, as vozes se mesclam e se confundem como se fosse uma orquestra, ou mesmo um Airon Meiden, com três guitarras conflitando harmoniosamente entre si. Lembrei do Mukeka di Rato, que berra e grita, criando músicas que soam como desespero carnal. Uma outra forma, aquilo não é popular, e nem é fácil de digerir. Por vezesnão faz sentido.
Gostei das coisas que ouvi, ver que corais não são apenas conjuntos de igreja, e sim grupos que cantam músicas cotidianas nossas. Mas devo dizer, eu vou passar un 15 dias ouvindo só punk e hard core, pra compensar as concentradas horas daquele conteúdo clássico.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Trabalho de campo no MST

Quanto ao último fim de semana, a visita ao assentamento do MST Reunidas, em Promissão, sinto-me contemplado pelo o que disseram Pedro e Alex em seus respectivos blog´s.
Porém, acho que cabe aqui um questionamento: será o MST, o assentamento, ou mesmo a visita despreparada a estes algo (tão) burguês que não mereça a visita dos nossos colegas revolucionários e grevistas?

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esqueci o termo.

A partir da proposta inicial deste blog, a pouco mais de um ano atrás, a idéia era escrever pela necessidade crucial (e por vezes dolorosa) de colocar para fora a imensidão de letrinhas e palavrinhas que me entpome o cérebro. Pontos da cotidianeidade, incomodos tão comuns, acontecimentos e etc.
Hoje, diante desta página em branco do 'blogspot', além de não lembrar a palavra, talvez uma figura de linguagem que se usa quando se estuda, analisa sobre aquilo que se faz (que tem referência física com aquilo de ter um espelho na frente do outro). Eu percebi, que a velocidade e a enorme contingência de fatos que tem se acotovelado nos dias de minha vida, mesmo naqueles em que permaneço estático, eu precisaria de uns quatro pares de olhos, pares de corpos, e de una três blogs para conseguir contar, para amigos, anônimos e a mim mesmo todas essas coisas.
eu não posso ficar parado.

Ps: leiam o texto "o silêncio da acadêmia" no blog "rascunhos da vida". Ele contempla um dos assuntos aqui cabíveis.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Anonimidades [de novo]

Dar pano pra manga, é isso que farei a seguir. Até por que, não há como não fazê-lo.
Acabamos de almoçar e fomos andando até em casa hoje, longos 40 minutos, fomos sem pressa. Eramos três, e brincávamos de descobrir quem é o dono das anonimidades deste blog. Que começaram, de forma diretamente direcionada e direta, creio eu, em meados de março deste ano. Comentei aqui algumas vezes e tudo. Como disse, não há como não comentar o comentário.
Ontem o anônimo, que já se definiu com uma sequencia de adjetivos, voltou, ousaria dizer que de forma triunfal (ou triunfante). Fazendo uma série de referências que poderiam tirar dele a qualidade de desconhecido, sem identidade sabida. Falou bastante mesmo [leia a página de comentários anterior].
Elencamos uma série de suspeitos, mas sobretudo, demos boas risadas desta situação [sem tom de deboche com o sujeito insabido em questão, que fique claro, sobretudo para ele ou ela]. Rimos da nossa capacidade de ficarmos curiosos e arrepiados frente a este mistério. Fui questionado se iria a um novo encontro possivelmente marcado por e com ele.
E a minha resposta, no fim do assunto, quando já chegávamos em casa foi: "coronel mostarda, na sala de estar com a chave inglesa".

Ps: a frase "não passo de um paulistano cagão" tem sido repetida exaustivas vezes em minha cabeça nos últimos meses. Se se planta e se colhe o que veio destas sementes, a insonia é só o comecinho para mim. Cagão, sim, obrigado.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

só me faltava...

O título é pessimista, talvez até de mais. Ainda me faltam muitas coisas para que eu possa reclamar, resmungar e me queixar de que era o último dos acontecimentos, o mais cabal e absurdo que me faltava acontecer, sofrer, preconizar. Quem sabe daqui há uns 50 anos, se eu ainda estiver nessa de ser vivo, eu possa dizer que era a última coisa que me faltava.
Mas, bem, fazendo um apanhado geral dos últimos meses, como se fossem uma vida a parte (e não uma parte da vida), só me faltava essa mesmo, ter, estar, ser com insônia. Ter sono, estar cansado, mas não querer dormir. Se ocupar para não dormir.
Pelo menos o para-raio do prédio funciona.


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domingo, 16 de agosto de 2009

O que fazer?

Estavamos juntos, quatro em um apartamento. Daqueles pequenos, dos nossos. Que são nossos, como se fosse um extensão do outro. Já passava de uma e meia da manhã, eu queria ter saído, ido sacolejar os ossos, mas não fui. Alguns já dormiam quando ouvi uma porta batendo bruscamente, seguida de gritos femininos clamando por socorro. Levantei certo de que deveria abrir a porta e buscar oferecer a ajuda que se pedia (sem se quer imaginar o que fosse e/ou o que eu poderia fazer).
Gritos no estacionamento. Uma negociação:"pega esse aqui que tá mais novo", uma voz feminina berra: "filho, vem aqui, sai dai!". Carros começam a ser ligados. Arrancadas? Barulhos de lata. Ruídos que parecem pequenas explosões: "é tiro!", disse a amiga no apartamento. "É assalto", conclui junto do carioca que conosco estava.
Nos fechamos em um quarto. Escondemos o dinheiro embaixo do sofá e apagamos do histórico do celular a ligação para a polícia. Passos nos corredores além da porta. Gritos vindo de fora. O telefone da portaria está ocupado. O apartamento das 'meninas', no bloco da frente, está com a tv ligada, e, aparentemente, com uma calma que no nosso espaço inexistia. Liguei lá. "Não ouvimos nada, se você descobrir o que é avisa a gente. Ai meu deus do céu!". Na parede do bloco, o reflexo de uma luz vermelha giratória.
Os passos nos corredores já haviam parado, os gritos também. Parecia que tudo havia acabado, mesmo sem sabermos ainda do que se tratava em si. Seu Luiz, o porteiro, finalmente atendeu o telefone. "Ah Gabriel, nada de mais, é que pegou fogo num carro ai no estacionamento, mas já tá tudo certo".
Voltei ao quarto fechado em que haviamos ficado trancafiados por opção:"assalto porra nenhuma, pegou fogo num carro. vamos lá ver".
Passado o nervosismo, rimos, repensamos nossa ausência de ação. Debochamos uns dos outros. As coisas ditas no momento de desespero, criado por uma interpretação errada das coisas, nos levou a um leve pavor de mais de meia hora. Culpa do Datena? Talvez.
Mas acho que fizemos o certo, frente ao pitoresco em uma estranha noite neste condomínio, que a cada dia que moramos, se torna mais aconchegante e familiar. (Pelo menos para mim, e apesar do susto).

Ps: custava gritar fogo para anunciar fogo? E não apenas dispendiar genéricos pedidos de socorro?

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Em São Paulo

[anotações de uma solitária e registrada passagem por São Paulo].
-A Lapa de Baixo fede a Merda de Cima;
-"Academia Corpus Malhadus", Avenida São João;
-"Área de risco", pixado no muro do fórum trabalhista, aquele do Lalau;
-Uma mulher com roupas sujas e rasgadas, em meio a sacos de lixo, com um pote de maionese numa mão e a tampa noutra. Ela bate a boca do pote na parte de dentro da tampa, e a lambe. Olha sorrindo para os carros que passam;
-Mais a frente, no carro parado ao lado do ônibus, um vectra ainda sem placa, uma mulher de cabelos escovados e roupas brilhantes masca chicletes de boca aberta e bate os punhos no volante, nervosa, e com olhar cansado;
-Mas esse terminal lapa é saudoso. Aonde como 10 pães de queijo por um real tendo como vista tão linda paisagem?
-Alex: no centro de São Paulo também se vende zarabatanas, máscaras, cuícas e etc. Mas acho que os daqui não são de confiança como os de Manaus;
-Íris: calças no tom das que você usava e se dizia diferentes estão na moda aqui em São Paulo;
-Pedro: as lojas de instrumentos musicais estão caras por causa da crise;
-Peguei o ônibus as três horas numa ponta da paulista, as três e meia cheguei na outra ponta. São uns 3 ou 4 quilometros;
-Uma grande foto do micheal jackson colada no muro do cemitério de pinheiros;
-Os lugares em que passei minha juventude estão mais fechados e policiados;
-E, por fim, encontrei em alguns pontos específicos da cidade adesivos meus colados em meados de 2005.

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domingo, 9 de agosto de 2009

Sobre formigas e superação.

Então a formiga 'F' chegou no formigueiro em que estavam todas as outras formigas, da 'B' até a 'N'. Encontrou-se com suas iguais, em diversos aspectos, e não exitou em expôr a flor da pele seus sentimentos. Como boa formiga, busca algum refúgio em açúcares outros. Todas as formigas, por obviedade da ausência da formiga 'A', se juntaram ao pranto, mas, pouco a pouco, o ambiente retomou o aspecto tradicional do formigueiro bem construído que é. Cada qual com seu açúcar.
A cobrança é para que a formiguinha 'F' aceite e entre, apoiada em açúcares mais bem aceitos do que os seus, no rodamoinho do ciclo da vida. Sentir e expôr a dor não é o certo. Te faz mal. E você deve se adocicar com o que não queima, apenas com o que o doutor 'gafanhoto' (chamemos assim) indica como sendo hormonalmente aceitável.
Então, largado em um canto do formigueiro, e indiferente a quaisquer críticas ou comentários pejorativos, a formiga 'H' questionou-se em vão, sabendo que já se aproximava a sua vez de carregar a enorme folha sobre a cabeça: "nenhum arrombado nos pergunta se queremos ser essas porras dessas formigas, marchando nesse rumo tão tosco. E cada um de nós tem o açúcar que julga mais correto para seguir carregando estes fardos. À preocupação alheia(...)".
De volta ao olho do formigueiro, segurou uma folha quase seca, parou para comer e decidir quais são os seus açúcares. Sentiu, como que rotineiramente em seus trajetos, a falta extrema de 'A', e não parou para questionar, criticar ou interpelar ninguém, apenas comeu sua folha seca, por pura obrigação.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Arrumando

Coloquei meu saboroso cd homônimo do "fim do silêncio" pra tocar (comentei sobre ele aqui algumas vezes já), já que o rádio não tocava o jogo do corintias e eu mesmo não tava afim de ouvir. Era mais ou menos 5 horas quando tomei coragem e comecei a arrumar as coisas do meu quadrado chamado quarto. Comecei pela comoda, passei para a mesa, a prateleira e quando vi, era tudo uma massa só. Neste ponto o "zero e um" do "dead fish" já acabava. Calma, calma, você já passou por isso antes seu egocêntrico irrepreensível e indifarçável (isto existe [interrogação]).
Coloquei o "lírio aos anjos" do "dance of days" e fui pra parte mais pesada da coisa, mudar cômoda e armário de lugar, montar em meu quarto um novo World Trade Center em busca de espaço. Esvaziei a caixa de papelão, rearrumei. Pra manter o nível da sonoridade coloquei "nene altro e o mal de caim", não sei, talvez pra espantar os 'anjos e demonios' daquela bagunça aristocrática.
Mas não teve jeito, já passava das dez quando iniciei o "freak show" do "silverchair", me conformando de que não há espaço para tanta coisa. Alguns cartazes pelo quarto me lembrando de que pode ser bom ter um pouco de disciplina. Mas esperemos a arara que encomendei para por as roupas para ver se consigo espaço e menos sujeira e zona.
Acho que a pendurarei e arrumarei ouvindo nirvana, o bleach.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gripe porquina.

Suspensão de aulas por causa da gripe porquina?!
A única coisa que eu tenho a dizer sobre isso é:

http://www.youtube.com/watch?v=RlpxbwgREQU

e mais uma vez o destino (ou coisa do tipo) se represaliou (isso existe?): após ficar acordado até mais de duas da manhã em razão do seminário de amanhã que não mais ocorrerá...

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ps: no youtube, assistindo videos do show do pearl jam em são paulo. estranho causar-me arrepios ainda.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Domingo.

O superstrato humano, o qual devo reconhecer como relação desejosa, próxima e, ao que pude compreender, querida, chegou em casa. Era dia em que o sangue ferve, oito vira sessenta e cinco, janela vira porta e sofá arquibancada, eu havia dito, "não venham". (É difícil compreender, ou, minimamente, sob o meu teto, respeitar que eu levo à sério?).
Quando o sangue já havia evaporado, junto com qualquer esperança de que o silêncio prevalecesse, aquilo a que chamamos de paciência já se partira a tempos e quando eu já cantarolava "estou preso em minha própria casa" (parafraseando "fim do silêncio", que ironia), pedi a atenção do superstrato e lhe questionei: "se você conhecesse alguém muito religioso, por exemplo, um católico praticante, que você julgasse ser de fé exagerada, você não o respeitaria?". A resposta, um pouco já esperada por mim, sem muitas surpresas, foi tão simples e sanguinária: "se for fanático eu zouo mesmo".
Legitimando assim, movimentos como as cruzadas, invasões à Afeganistão, Iraque, bombas na Faixa de Gaza e por ai vai.
Ps: ausentando do relato outras citações fantasmagóricas do superstrato, tais como "isto não é música".

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Som e fúria (II ou III).

(A menos que o último capítulo, hoje, cause grandes efeitos em mim, é a última vez que escrevo sobre esta série global).
O pessoal sempre comenta que estas minisséries da globo são boas. Falam muito de "a muralha", de uma sobre a chiquinha gonzaga, "dia de maria" e várias outras que nunca fiz questão de acompanhar. Dizem que é algo da globo, pela globo mas que foge do estilo globo. Resolvi acompanhar esta e fui surpreendido por uma sequencia de sentimentos bacanas e raciocínios legais assistindo-a. A história me envolveu, o casalsinho do comecinho da série me conquistou e hoje estou ancioso [ou ansioso, nunca sei escrever essa porra] pelo último capítulo, pois, assim como quando faltavam duas páginas para acabar de ler "a arte de produzir efeito sem causa", eu não conseguia imaginar um final em dua páginas, não consigo imaginar um final para a minissérie.
Creio que não o consigo pois não quero acreditar que algo que me soou um pouco "pela globo mas que foge do estilo globo", irá acabar tão no estilo globo [mesmo dando muito crédito a essa possibilidade]. O casal do maluco e a perdidinha da meia idade irá ficar junto, o morto irá, por fim, morrer e a companhia irá se salvar das cagadas feitas pelo facilmente enganável administrador. Pode ocorrer o total oposto, o que me soara um tanto quanto óbvio.
Mas não sei. Eu vim aqui fazer uma pesquisa, perdi a hora para a aula de antropologia e prefiro não entrar a entrar atrasado ou na metade. Vou para casa caminhando na chuva, e pensando, não na minissérie, que foi só desculpa pra escrever aqui, mas nas coisas que tenho que fazer [inclusive dar um role em cima do teatro municipal de são paulo].
Bosta, eu sei que vou só andar na chuva mesmo.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Inverno sem café

Um
Bom dia
Não
Compensa
Uma
Noite
Mal
Dormida.
Uma
Noite
Não
Liberta
Um
Real
Doído
Dia.
Se chove,
É bom,
Se dorme,
É bom.
Um inverno,
Sem café,
Cigarra,
Descansei.

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Represália do destino

À época do colégio, isto é, longos dez anos da minha vida, se não mais, enquadrava-me no padrão de aluno desleixado que não fazia as coisas a que era obrigado e não estava nem ai para as aulas, para os professores. Notas baixíssimas durante todo este período, longos históricos de recuperação (no final do ano, eram no mínimo três matérias). Tive problemas por escrever ofensa ao e no caderno de caligrafia, problemas por copiar lições de casa, problemas que levavam muitos professores (inclusive alguns travestidos de "pedagogos", "psicólogos" e "educadores") a dizerem que meu futuro passaria longe de uma faculdade. Enfim. E sempre que havia aquela incerteza sobre a entrega de algum trabalho ou a aplicação de alguma prova, eu não fazia ou estudava, acreditava que, se havia incerteza, era mais fácil que não houvesse. E sempre era, e eu sempre rodava.
As coisas mudaram, alguns dos jurássicos professores, anunciadores do nebuloso futuro que me esperava, já se aposentaram, outros foram mandados embora do colégio pois se percebeu que não são educadores. E hoje, já começando a me acostumar com a faculdade, quando há a incerteza eu faço, mesmo que seja como ontem, que o trabalho durou até pra lá da meia noite.
As coisas mudaram, cheguei na faculdade e o professor não veio. A entrega fica para a semana que vem.

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

A revolução [enfim]...

Os grandes boatos acerca da apresentação do seminário sobre "o manifesto comunista", do Marx e do Engels, na segunda feira em que retornam as aulas, só crescem, e eu enrolo para mandar um emeiou ao professor. Eu já havia lido e feito um resumo, o qual seria a minha fala, porém, não encontro a porcaria do papel e mal-e-mal lembrei, ontem, qual seria a minha parte.
Ontem a noite, deitado na cama, sem sono, ouvindo dance me recordei e comecei a pensar na coisa da revolução, da greve, dos partidos e etc. Mas sobretudo, parei para pensar na revolução, na aceleração do tempo histórico, e cheguei a conclusão de que eu já vi a revolução acontecer.
Pois foi no ano de 1998, eu estava na terceira série do primário [hoje "ensino fundamental I"], e nesta época as festinhas de aniversário se limitavam a: festa de menino, só meninos, festa de meninas, só meninas. A sala era pequena, eramos 10 alunos: Aline, Thais, Gabriela, Fernanda [com a qual conversei há poucos dias], Priscila, Eu, Valmir [hoje admirador de rock´n roll], Guilherme, Rafael e Marco [na última vez em que o vi, guitarrista de hard core].
Bem, ai aconteceu que um dia, nossa colega Thais, foi o "agente revolucionário". Entrou na sala, falou algo com a professora Isabel e deu um recado, de que faria a festa de aniversário dela em um buffet próximo ao colégio, e que estava convidando todos da sala, meninos e meninas.
Viva la revolución!!! Ou devo dizer: Thais, che guevara da freguesia?

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tá bom, dia do rock.

Acordei, como gosto de fazer quando estou em São Paulo, fiz um pão com queijo derretido, um copo de suco e liguei a televisão para comer assistindo video clipes. Fui pego de surpresa por três canais, a já batida MTv, a Global Multishow e o recém descoberto VH1, com tarjinhas no canto da tela escrito "dia mundial do rock", e uma programação que muito me agradou, sim. Clipes que raramente vejo por estes canais, nirvana, pearl jam, faith no more, jimi hendrix, rolling stones com o ac/dc [não que eu goste], até clipes de shelter e meat puppets passou! Show dos los hermanos na multi show [perdeu pedro!].
Não sei se é o desenrolar das coisas ou o excesso de coisas que posso alcançar (leia-se: possibilidades), mas esta programação toda, que de início me agradou, acabou me causando intensa chateação. A priori por que não gosto deste tipo de celebração, lembro que em 2003 eu fui na galeria [do rock] com o Renato um pouco antes do dia 13 de julho, e estavam pendurando la uma grande faixa, de frente para a igreja do Paissandú, escrito algo como "dia 13, dia do rock, mas na galeria, todo dia é do rock", e, realmente, essa faixa ficou lá por bons tempos, isto é, anos.
Secundariamente, me chateei tanto por que eu cresci com a cara na droga da MTv, ela chegou em casa lá por 1996, vi muita coisa lá, me lembro de um show do silverchair que anos depois descobri ser algo como lançamento do freak show, vi o surgimento do charlie brown jr [passando o primeiro clipe deles, de 1998] e muitas outras coisas. De modo que cresci achando todo aquele circo normal, e até gostando e, claro, até desejando alcança-lo. E hoje me vi frustrado com isso, tanto que desliguei a tv e fui tocar guitarra, todas as músicas que demorei para aprender [e entender] e hoje me soam tão simples. Do nirvana, do silverchair, do alice in chains, do dance of days. Liguei a distorção e fiquei exalando ruídos deliciosos e sacolejando os cabelos, realmente ciente de que eu não alcancei aquele circo, e talvez nunca alcance nem nada semelhante [que seja] mas acabo satisfeito, de ver como essas coisas do rock me fazem esse lixo que gosto tanto.
Mas há "dias do rock" que guardo com especial sabor, como o de 2004, do qual recordo com gosto de toda a semana, de um frio daquele delicioso julho.
Puta merda, como isso me chateia, a minha velhice não combina com as coisas que quero fazer. Merda.
ps (pedro e iris): há uma praça no final da avenida pacaembú que, em outras oportunidades, voltando da paulista de ônibus, eu já havia percebi se chamar Iris, mas hoje observei-a com mais atenção, e chama-se [pasmem] Iris Meinberg!]

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sábado, 11 de julho de 2009

Som e fúria

O casalsinho interpretado pelo Daniel Filho e pela Ana Flor [ou Maria Flor, nunca sei], naquela mini série "som e fúria", a qual passei a acompanhar apenas a partir do terceiro capítulo, chamou-me a atenção e, talvez seja esta a intenção de quem a escreveu, fez-me assistir o quarto capítulo e já aguardar pelo quinto, sexto e enfim.
Na linguagem inocente e ignorante em teatro, que me é peculiar, gostei do casal e me atrai pela história da série, talvez seja apenas uma farça para mostrar um teatro que não existe por trás do teatro que não me diverte, ou melhor, que interessa e atrai uma minoria.
Fato é que o casal caiu em meu gosto, talvez pelo café com leite em boteco no centro de São Paulo e o rolê no telhado do teatro municipal, algo que já desejei fazer, mas que, por razões óbvias não tive oportunidade (talvez se eu fosse um rostinho bonitinho da globo...). Gostei deles por se tratarde dois "brotinhos" dialogando sobre coisas simples e preocupações banais que por vezes me afligem. Mas sobretudo, acho que gostei do casalsinho por serem tudo que sempre desejei ser (mais do que andar no telhado ou mesmo no centro de São Paulo a noite sem medo de outros humanos): ele são ficção, e ponto.

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Gastrite.

Há mais ou menos três anos dores de estômago e ãncias [nunca sei escrever isso] começaram a me alfinetar. Enrolei um pouco, na época tinha a escola e algumas outras coisas da época, mas ai, no segundo semestre eu acabei por estrupiar-me por completo no aspecto estomacal. Me recordo de porres homéricos amanhecidos num hospital da Lapa em agosto, setembro, outubro e novembro. Era 2006. No final de novembro [ou começo de dezembro], o médico gastrocoisa disse para eu fazer uma endoscopia e ai descobriu que eu tava com uma gastrite.
De lá em diante passei a investir na idéia do "homem sem estômago" (assim como o David Bowie pensou o 'starman' o 'ziggy'). Mas larguei da idéia, a gastrite passou após uma cartela de remédios, que deve ter custado caro à minha mãe, e eu voltei às tardes de café e noites de goró.
Mas o estômago resolveu dissolver-se novamente, tudo bem, assumo que dei motivos. E hoje, vindo novamente para São Paulo, no pouco tempo da viagem em que fiquei acordado, pensei se voltarei a ser o homem sem estômago, ou se por fim começarei a sê-lo.
Ps: segunda feira fui atendido num pronto socorro em razão das fortes dores no estômago e na cabeça, o médico disse que eu tomaria um soro com um composto diluido e etc. Pediu ao enfermeiro que prepasse e me medicasse com aquilo. Primeiro, o enfermeiro me chamava de "meu rei", segundo quando foi olhar se o soro já havia se acabado disse "é, acabou já essa bagaça aqui, que é muito boa pra quando a gente toma umas cervejas a mais", terceiro, e último, quando foi tirar a agulha de meu braço disse em voz alta: "é que você é corintiano, ai eu trato direito, por que quando é palmeirense eu já falo "põe o braço aqui porra!"". A priori isso me causou um estranhamento negativo, mas depois se tornou algo positivo, não sei dizer ao certo.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

À pequena alegria

Dai a gente cresce e vão enfiando coisas na gente, até que nos tornemos alguma coisa que chama de adulto [eu acho que é mais ou menos isso], cobrando maturidade e tudo. Porém, questionamentos são negados, devem se manter na obscuridade do cérebro. E, realmente, algumas coisas eu mantenho com menos questionamentos do que as outras. Critico, me pergunto, avalio, questiono, mas, mesmo assim, tomei pito por gritar demais, sai andando por ruas vazias pra lá de meia noite, com a bandeira na mão gritando que é campeão!

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Jackson

[o título não nasce à luz do momento].
A questão é aquela velha que me persegue desde meados dos treze anos, quando comecei a me entupir de livrinhos e revistinhas do Nirvana, em especial o Kurt Cobain: morrer no auge.
Ele morreu no auge, o Jim, a Janis, o Jimi e etc. E, bem, não posso falar sobre o momento da morte deles, os telejornais e etc, pois eu não acompanhei como fui/fomos obrigados a acompanhar "o adeus de michael jackson". A priori parece tosco, até pra mim, mas ele não morreu no auge, e veja só como são as notícias, ele foi o rei do pop [seja lá o que queira dizer isso], mas também foi o pedófilo do começo do século [ao lado dos muitos padres ao redor do mundo].
Na minha cabeça, Michael Jackson sempre foi aquele mano estranho, com a cara da caveira do laboratório de ciências do colégio em que estudei. E depois de toda essa avalanche de notícias e remembers sobre o cara e etc, eu fiquei pensando que talvez, para preservar sua obra em um pedestal magnífico [como aparentemente parece ser, não sei, nunca ouvi um álbum inteiro], se o avião levando-o do Brasil de volta aos zistadozunidos em 1996 tivesse caído e aquele monte de borracha em seu rosto queimado com o resto do corpo, antes de se tornar o cara que chegou no céu e perguntou "aonde está o menino jesus?" e etc.
Se o cara tivesse morrido antes de ser tão exposto [e se expor] como pedófilo, frágil, drogado, medicado, dependente, doente, peter pan e etc, talvez sua obra reinasse com mais luz e dignidade.

ps: peço atenção especial a foto que postarei em alguns instantes em meu flog www.fotolog.com/bielcoiso

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A insônia me convence que o fim está próximo.

Então acabou o jogo, o corintias ganhou, meu pai foi buscar minha irmã, fiquei conversando com minha mãe, eles chegaram, conversamos mais e me deitei pouco depois da uma da manhã. (Logo que deitei, ouvi duas vozes descendo a rua e gritando chupa porcada, dando vozes às minhas alegrias daquela noite). O relógio marcava 1:12, fiquei pensando um pouco na minha vida, o ácido e grotesco rio de lava mental em que tenho a feito nadar e etc, coisas como, passar dias questionando questões questionáveis de diversas naturezas híbridas (como diz meu pai, 'procurar pelo em ovo'). E lembrei do meu vô (pensei bastante nele ontem, um senhor no ônibus parecia-se com ele, no modo de contar histórias), será que ele questionou-se tanto quanto eu antes de morrer? E todos os que morrem? E os questionamentos e sentimentos e tudo, pra onde vão? E o pecado? E tudo...
Hoje cedo meu cachorro estava molengão, tremia e ficou um tempão deitado em minha perna, pensamentos duramente realísticos [ácidos como a lava acima] já me fizeram sentir-me mal. Ele melhorou [até tentou me morder o desgramado]. Mas ainda estou pensando (...) talvez por estar em São Paulo, como sempre, sem a mínima vontade de passar pelo portão, mas com saudade das coisas belas e grandiosas que cá criei e cultivei e etc.
Enfim, dialogando com o Pedro, pois o que disse combina com o que eu pensava, a curta insônia da noite [dormi antes das 2] fez-me crer que talvez criar coragem e pôr o pé na rua pode ainda ser prazeroso [embora eu não tenha mais a disposição dos quinze aninhos, já tomados como tão distantes]. Que o fim, está próximo, e talvez seja hora de voltar a dar aquele sazon pra esta vida.
E vai corintias!

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terça-feira, 16 de junho de 2009

não vale a pena ler

E ai que estou sozinho em casa faz alguns dias, ela já começa a ficar com a minha cara [o que não quer dizer uma bagunça generalizada, apenas]. Tenho ficado entre os livros e as obrigações acadêmicas, pouco a pouco sendo concluídas, e o violão no sofá. A criatividade me corrói. Tenho escrito e criado muito, em quantidade, acho que nem tanto em qualidade. O que me preocupa.
Em dias como o de ontem, quando conclui três músicas e disse "tão boas", eu vou dormir tranquilo, mas fico pensando, sinceramente, aonde isso irá me levar.
(...)
Vim para a lan house pensando nisso, e com um texto encucado, mas devo dizer, que me lembrar de uma outra música minha agora fez-me desconcentrar totalmente. E apenas coloco no ar estes pedaços de carne mal escritos por sinceridade.

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A magia do teatro.

Então fui para Garça, prestigiar a tal "festa da cerejeira", que anunciava, no cartaz, um show do teatro mágico, sábado, as 20 horas. Passei o dia naquela agradável cidade, a festa é grandiosa e bem bonita, o local em que é realizada é realmente bonito, tem um lago e um gramado muito bonito. Jardins bonitos também. Muitas barraquinhas para se consumir desde culinária típica japonesa até chinelos de quarto [tradicionais chinelos estofados de vovô, comprei um, inclusive].
Por volta das 19:30, foi informado que o show do teatro mágico seria apenas as 22:30. Fui até a rodoviária, troquei a passagem para o último ônibus da noite, a meia noite e dez, e voltei para ver o show. Enfim, sai do lugar bonito, e lotado, em que ocorria o evento as 23:30 em ponto, cheguei na rodoviária da cidade as 23:50, de onde pude ouvir o animador do evento [sem graça, como bom animador, ou que já estava estragado pela situação e não via graça] anunciar o início do show.
Fiquei pensando: será que a magia do teatro está em se esconder por trás do blush? em se esconder no backstage e ignorar quem lhe chama pelo nome? Será que a magia do teatro está em, nos seus primórdios, cantar "respeitável público" e hoje soar como "desperespeitamos público"?
Fiquei bem chateado, e ao chegar em casa, quase 2 da manhã, bradei "Ana morreu afogada no mar, E o camarada d´água se foi pelo ralo do espetáculo".

Ps: enquanto aguardava o início do show que não presenciei, passava no telão do evento uma propaganda de um político de Bauru, na qual o senhor José Serra aparecia como pessoa de confiança falando sobre tal político bauruense. Afinal, a corrida presidencial já começou, e, mesmo que unilateralmente, está em todos os lugares não é mesmo?

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Faxina

Acho que o princípio sumário desta brincadeira toda é a solidão. Por vezes repugnante, por vezes desejosa. Hoje a tarde eu fiz a faxina em casa, sob os olhares dos cartazes de 'disciplina é liberdade", pensei que, talvez, o sentimento de descontentamento com o ambiente sujo e bagunçado pudesse ser suprimido/reprimido com uma faxinazinha. Eu estava certo, mas não acho que isso seja disciplina, muito menos liberdade.
É que acontece que ontem eu estava lavando a louça e um prato rachou-se, como que por milagre, em minha mão. Mais a noite, uma jarra partiu-se ao cair no chão, e fiz o suco no copo de liquidificador. Hoje cedo fui tomar suco, e o copo do liquidificador que se partiu no chão, no mesmo momento, atirei, raivosamente, o porta-cebolas e o pote de margarina. Destruição, bombas de hiroshima para as formigas e traças da cozinha. Alguma coisa estava errada, sempre tem algo errado; e a tarde, após varrer e passar pano [e tudo] vi que um caco de vidro resistira atrás do pé do fogão.
É amigos, sempre tem um que fica jogado atrás do fogão, talvez no canto quentinho, talvez no canto sujo. E ai, a faxina veio com tudo, como a água correndo por baixo da porta do banheiro, e me fez lembrar de uma frase de uma música do Rodox: "tudo é loucura pra quem não tem atitude". Por fim, a frase fez-se sentido, e a faxina foi uma atitude.
(...)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Deboche, Náusea e Esculacho.

Lendo, por aqui, meus amigos com quem gosto de conversar, algumas vezes já tive a sensação de que estabelecemos diálogos em postagens, além dos comentários, e talvez como extensão de nossas conversas do presente ou contatos tão próximos do/no passado. Algumas vezes somos diretos em nossos diálogos [julgo que minha amizade com o Pedro começou em um assim, no Natal do ano passado].
Ir descalço? Tirar um sarro? Um debochezinho? [diria eu] já contei a anedota dos descalços no shopping? Em 2004/2005, anos em que me engracei com o movimento punk de São Paulo, frequentava no orkut a comunidade do "terrorismo poético" (vale a pena que pesquisem sobre isso), e ai começou-se a se formar em São Paulo o grupo "gelatina verde", com o intuito de fazer ações de "terrorismo poético". O grupo não saiu das páginas do orkut, as 30 pessoas que naquela comunidade bolaram uma ação, não a realizaram. A ação era "os descalços no shopping". O plano era ir em um dos shoppings mais 'chiques' de São Paulo, o higienópolis, descalços, entrariamos, em massa, e por aqueles lustrados corredores desfilariamos nossos pés nus. Seria interessante. Eu desisti de ir por que no dia anterior do que haviamos combinado, por orkut, o 'rolê', eu fui no show do Pearl Jam, e não queria sair de casa.
Náusea? Deslocamento? Ânsia? Bem, meu colégio era tão bacana, ótimos professores, coisas muito bem aprendidas e apreendidas lá, sentimentos criados [presentes até hoje de forma não compreendida], ideologias nascidas lá (até o começo da compreensão do que é 'ideologia'). Enfim, mas eu não fazia parte de lá. [diria eu] já lhes contei a anedota de que durante o intervalo eu dormia no fundo da sala? E as minhas roupas, e a minha postura, as minhas músicas, e as minhas redações, provas e etc, foram, muitas vezes, indicativo de uma diferença tão diferente e, lá, para alguns, repugnante. Mas foi gostoso. E importante para ser este nauseado que hoje divide um apartamento/apertamento
{Por fim} Esculacho? Nada disso é esculacho, nunca foi. Até por que, no colégio certa vez correu um boato de que eu fumava maconha, entre os alunos, não chegou até o alto escalão [professores, coordenadores e etc]. Foi na oitava série e no primeiro colegial, fui tão recriminado [e discriminado] por tantos colegas, que acreditei que ninguém daquela turma jamais usaria nenhum tipo de entorp´s. Até que, enfim, cheguei à esta faculdade, aonde sofri certas atitudes discriminatórias, talvez de "leve estranhamento" seja melhor, por, justamente, não fumar a marvada. Aonde mora a honestidade dos deboches, meus amigos?
Juntando tudo: o meu deboche, a minha náusea e o meu esculacho [bem como o dos meus amigos] são tão variantes e variáveis de acordo com lugar, pessoas e etc, que eu me perdi no texto e não consigo dialogar com eles. Não agora.
Quando vocês estiverem por aqui, poderíamos nos juntar em casa, tomar um goró e discutir isso, como fazemos/faziamos/fizemos frequentemente. Não é?
Enfim...

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

reencontrando-me

(pois foi na última sexta feira, deitei para dormir cedo, cheio de e das notícias do avião que caiu, as circunstâncias fizeram-me levantar da cama, levar a máquina de escrever para a sala e lá alcançar um breve momento epifânico; se isso existir, claro. Em um breve diálogo).
Disse o Lorde de Si Mesmo ao Rei das Escolhas Erradas:
-bem que o tempo poderia ser mais generoso comigo e com a minha vida no geral.
-jovem lorde - disse o rei (que já foi taxado de "egoístico") - o tempo e a vida são só teus, e quem os comanda, é apenas você. Claro, você e suas relações, seus bosques, seus incendios e etc.
O Lorde, que embora fosse de Si Mesmo, compreendeu o que disse o Rei, mas porsabedoria de outrem, pediu que fosse dito mais.
-Preste atenção caro Lorde, de Si Mesmo. Hoje sou rei, mas já fui príncipe, e conheci a hierarquia real, dos fatos. E digo-lhe, que teus questionamentos, revelam a mim que seráso substituto ideal para meu errôneo reino.
(...)

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fim de novela.

Voltei para São Paulo, de novo após quinze dias. Novamente, cantarolando mentalmente eu não queria ir, por mim eu ficaria, como ocorre quando venho para cá por forçosas questões de obrigação, como a da vez, que era acabar de tirar os dentes do ciso antes que estes novamente causassem outra "inflamação generalizada na boca". Os dois dentes foram extraídos em 25 minutos, a boca ainda dói, mas muito menos do que da outra vez [ou da outra doeu mais por ser novidade].
Bem, o dentista confirmou a minha hipótese de que realmente a extração dos outros dois dentes, quinze dias atrás, fez com que abri-se espaços entre os dentes que merecem existir em minha boca. Alívio foi a palavra que usei para definir essa sensação aos mais próximos. E, realmente, para consolidar o fim da novela, devo dizer que não foi uma extração cheia de sangue, anestesias e dores [pelo menos não até o momento]. Mas sim, tratou-se de algo aliviante, após tantas adiações provocadas pelo tempo.
ps ao anônimo (caso ainda entre aqui): a notícia da greve atrapalhou os seus/meus/nossos planos, não pude ir, então ao seu encontro. Mas estou curioso por suas respostas. Prometo adesivos valorosos como cachaça.

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Adeus a um amigo.

...meu grande amigo se foi. Não mais a sua companhia constante cotidiana, não mais a sua face tranquila me encarando enquanto leio, escrevo, desenho, toco violão e etc. Não mais suas cores, seus sabores, seus aromas. Suas notas e acordes agora não fazem mais sentido, e aquilo que era compartilhar a alegria de estarmos juntos, tomando um café e cantando, aos berros, aquela canção, se tornará um som entoado por minhas cordas vocais em tom de homenagem, póstuma homenagem. A um bom amigo, que nunca me abandonou, nunca me deu as costas, nunca me negou nada.
Gláucio, sentirei saudades.
Ouçam a canção em homenagem a ele: http://www.myspace.com/bielcoiso


terça-feira, 26 de maio de 2009

4 linhas.

Se vamos,
Não queremos,
Se podemos,
Nós ficamos.

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sábado, 23 de maio de 2009

Perspectivas Introspectivas

[cá estou eu novamente pensando em coisas das quais não conheço].
Então discutimos nossas 'perspectivas profissionais'. "No ano de 2004 havia apenas 1% de desempregados na nossa área", "nossa, que beleza, não passarei fome".
E em meio a isso, e muito mais, eu, sentado em uma daquelas cadeiras verdes, lá no fundo daquele anfiteatro, pensando apenas que ainda não sei o que fazer, e que aquelas velhas idéias, da época do colegial, permanecem, um pouco repaginadas, em minha ventosa cabeça.
E por conclusão, após entregar a coordenação da mesa de palestra ao palestrante irônico, pensei que, além [e talvez aquém] de quaisquer leis de mercado, existem aqui as minhas perspectivas introspectivas, e que a única vez em que conversei com qualquer um dos convidados que falaram sobre as perspectivas profissionais da área, foi para dialogar sobre algo que não tem nada a ver com isso: a minha perspectiva, talvez a mais introspectiva delas.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

O sentido da vida?

[antes de ler, advirto: deixe totalmente aberta as suas particularidades/subjetividades para dar o seu sentido, a sua interpretação ao que lerá].
Estava vindo de volta para o interior, lá pelas tantas, na estrada, o ônibus parou ao lado de um caminhão que carregava algo que não identifiquei de pronto o que era, após olhar detalhadamente, vi que se tratava de um caminhão cheio de pele de boi/touro/vaca, sim, pele, tanto a parte interna quanto a parte externa eram visiveis. Milhões de moscas sobrevoavam o caminhão.
Ao sair de uma cidade em que o ônibus faz parada, notei um pasto à minha direita, o ônibus passava em baixa velocidade, e pude notar que tal pasto estava dividido em diversos quadrados, fechados por uma cerca de arame farpado. Em cada quadrado, alguns bois/touros/vacas. Em um quadrado específico, um boi/touro espremiasse entre duas 'cordas' de arame farpado para comer a grama do outro lado da cerca.
A primeira coisa que pensei após o fatídico episódio: "sentido da vida?".

Ps: a coisa de que menos sei falar é corporativismo, o faço só pra tirar um sarro mesmo.

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domingo, 17 de maio de 2009

Corporativismo Familiar

Minha irmã é diabética, e recentemente, no carnaval, a família inteira viajou, passei a maior parte dos dias socado na casa alugada, e, numa das poucas oportunidades em que resolvi sair com eles, fomos atrás de sorvete, na única sorveteria da cidade que vende os tais sorvetes diet´s. Quando chegamos lá, não tinha. Em uma decisão um pouco concensual [não sei escrever isso], ninguém tomaria sorvete. Bem como não tomamos, e eu fiz uma chacota com minha irmã [em represália a todas as chacotas por parte dela que engoli calado naquele fim de semana]. Fui duramente reprimido, por mãe, avó e tia.
Ocorre que ontem eu tirei os dentes do ciso, os dois do lado esquerdo [pipoquei de tirar os 4 de uma vez], cheguei em casa tonto, com a boca doendo, sangrando, eu não conseguia engolir sequer a própria saliva, e quando o conseguia era aquele gosto horrível de sangue. Fiquei atirado no sofá, assistindo algum jogo de futebol europeu enquanto sentia o cheiro do almoço deles sendo preparado. Antes de se sentarem à mesa, subi e fiquei largado no chão do quarto, com um saco de gelo na bochecha.
Algum tempo depois, desci para tentar tomar um iogurte e minha mãe disse: "filho, a feijoada nem esta gostosa sabia?". Minha resposta foi simples e direta: "eu só queria lembrar que eu não tomei sorvete no carnaval". Ela ficou brava.
A questão é a seguinte: a quem serve o corporativismo familiar? por que alguns merecem respeito e silêncio em certas ocasiões e outros não? Pois, se dizem que a primeira sociedade a que estamos submetidos é o estado familiar (acho que é o Rousseau quem disse), imagine o que não pode sair de um estado que propõe um peso e duas medidas em termos de chacotas, desrespeitos, repreensões e etc.
Ela não escolheu ter diabetes, bem como eu não escolhi tirar os dentes do ciso. Por que chacota-la é desrespeito e chacotar-me 'faz parte'?

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gravei 5 canções...

[meio que conclusão da postagem do dia 21/04].
No feriado de tiradentes eu queria ter gravado 5 canções, mas gravei só uma. Hoje, de uma vez, assim, meio que "milagrosamente", gravei as 4 que faltou gravar naquele feriado e mais uma que foi terminada neste meio tempo.
Ainda estou nos momentos posteriores à gravação, nos quais ainda acho as canções belas, as melodias bem feitas, as letras bem cantadas e as músicas, num todo, bem bacanas. Creio que daqui há algumas horas estarei as odiando e as colocando no cesto do lixo das canções putrefatamente feitas por mim [aonde moram 90% das músicas que já gravei].
Mas, falando como se eu realmente gostasse das que gravei hoje, são: "Viajando Incógnito", "Pessoas", "Que bom que você veio", "Gelo", "Hora de dormir" e "Lick my Lips". Se a ruindade da gravação permitir entender as letras, elas estão nessa ordem propositalmente.
Se alguém aqui se arriscar a ouvir as seis na ordem, me diz o que entender? Obrigado.
É isso, tá no tramavirtual e to pondo no myspace.

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http://www.tramavirtual.com.br/coiso

ps: sem conflitos por hoje, por favor senhor coiso.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Polly

Polly quer um biscoito
Acho que vou arrancar dela primeiro
Acho que ela quer água
Para apagar a chama
Não sou eu?
Tenho que sentar para ela deixar eu cortar
Suas asas sujas
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Eu quero ajuda
Vou me divertir
Tenho um pouco de esperança
Você foi avisada
Eu te prometi
Tenho que ser verdadeiro
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Ela quer ajuda
Vou me divertir
Polly quer um biscoito
Talvez ela queira comer mais
Ela pediu para que a solte
Uma caçada seria legal
Polly disse
Diz que suas costas doem
Ela está tão chateada quanto eu
Ela me pegou desprevenido
Isso me surpreende
O instinto de sobrevivência

Acho que eu poderia colocar aqui qualquer música da Legião ou do Nirvana que fale sobre abuso, estupro, desumanidades e etc. Qualquer canção daquelas que ouço desde os 12 anos, e que, aparentemente até agora, não entendi o real significado.
(Não consigo pensar em nada além do óbvio 'se eu pudesse eu voltaria atrás e faria diferente').

'in bloom': Ele é o cara que gosta, De todas as nossas músicas bonitinhas, E ele gosta de cantarolar junto, E ele gosta de atirar com sua arma, Mas ele não entende o que significa, Não entende o que significa, E eu digo Yeah!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Notas em meio a podridão

-Meu corpo não para de esquentar, escorrer e me fazer tremer.
-Me recordei que no dia 21/04 fez 10 anos que vi o Coringão num estádio pela primeira vez.
-Um documentário novo sobre o Kurt me pôs a pensá-lo novamente.
-Quinze dias socado, inflamado e infeccionado em São Paulo .
-Livros deixados no interior, pois seria apenas um 'bate e volta'.
-Leite, Iorgute, Sopa, Mamão e só. Não estou reclamando, até agradeço, só queria registrar.
-A dor nos dentes faz pensar que não sei o que ser/sou/serei/faço.
-É tortuoso não poder comer a comida da minha mãe.
-Espero que o Pedro não se mate morando sozinho quinze dias (pensei agora).
-Tô sem ânimo até para tocar violão.
-Troquei a descrição do blog.
-Penso demais em terminologias humanas que não me dizem respeito (rangem os dentes).
-Pelo menos o dentista é cem por cento.
-Vai corintias...

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sábado, 9 de maio de 2009

Corporativismo

Não entendo muito do real sentido desta palavra, acho que minha compreensão dela advém mesmo de tirinhas da Mafalda, quando, por exemplo, ela descobre que todos os amiguinhos, inclusive ela, estão com gripe, e diz: "de que nos serve o corporativismo agora?". Será com esta concepção de corporativismo que lidarei aqui.
Por que há o coletivo, e dentro deste coletivo há um que sugere algo que julga ser melhor ao coletivo, justamente, algo como "saiamos, façamos a revolução!" [como bem bradou aqui meu amigo Pedro].
Sinto-me tomado, injuriado, mal tratado, destruído e entregue as raízes mais profundas de toda e qualquer ação corporativista: meus 4 dentes do ciso resolveram expor-se ao mundo no mesmo momento.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Observação Adulto

Quando cheguei a santa casa estava vazia, não esperei nem cinco minutos para ser atendido. Em um minuto de consulta não me foi dito o 'nome' da doença, apenas que tomaria um coquetel de anti térmicos, anti dores de cabeça, anti dores no corpo, anti tudo na veia. Após uma meia hora esperando, a agulha com um tubinho foi injetada em meu braço, cochilei, acordei sem dor e, quando percebi já havia acabado o líquido da bisnaga [o tal coquetel].
A sala em que eu estava se chamava "observação adulto", pensei 'bem, não precisarei chamar ninguém, eles estão me observando'. Engano. Ninguém me atendia, mesmo chamando os médicos e enfermeiros pelos nomes nos crachás, ninguém me olhava [será que a camiseta da "pavilhão 9" causou tal repulsa?]. Ninguém poderia me liberar, apenas a médica que me atendeu e que agora estava em outro setor.
A santa casa já estava cheia, já eram onze horas da manhã, fiquei vinte minutos tomando a medicação e mais de uma hora esperando para ser 'liberado'. Quando na verdade o que me angustiou foi estar lá, ocupando aquela poltrona enquanto a fila crescia e as crianças choravam.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Anonimidades

Tardiamente comento o anônimo comentário aqui deixado alguns dias atrás (creio que já faça uma semana). Não é a primeira vezque sou subitamente pego de surpresa poralgo sem assinatura. O sistema virtual permite isto, e eu, no meu blog, poderia proibir, mas não quero, pois, assumo, gosto de certas anonimidades e consequentes curiosidades.
Fico curioso, e penso ah, é alguém que não tem blog e queria comentar. Mas desta vez pensei hum, esta pessoa pode até ter blog. E ao "marcar um encontro', que vi apenas depois do horário "combinado", fiquei pensando nesta coisa, que não me é nova, do mundo concreto cotidiano e do mundo de dentro do monitor, quando um une o outro. (até por que, somos os mesmo, ou deveríamos ser, frente a um monitor ou a outro humano).
Por fim, fiquei me perguntando quem será que foi o anônimo da vez (interrogação) Qual será a resposta que ele ou ela detinha para me mostrar (interrogação) No fim das contas (e da curiosidade queme engoliu), apenas saudo alguém que marcou um encontro dando como referência estar usando uma camisa do corintias. Aqui é corintias, campeão mais uma vez, e mais uma vez sai na rua com bandeira e disposição para pular e cantar. Da-le da-le da-le da-le da-le coringão! E da-le coringão!

Ps: a viagem foi bem boa.
Ps1: é inverno ou horizontes de outono (interrogação).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Viajar a serviço.

Na época da escola, em que eu era a minoria e a diferença, mas não sabia disso, eu achava só que eu não tinha a mesma religião que meus coleguinhas, os pais deles sempre iam "viajar a serviço". E eu nunca tive isso em casa. Algumas vezes a minha mãe viajava com o colégio, se não me engano era uma vez por ano em que ela ficava um fim de semana fora, por que o colégio realizava um encontro dos professores num hotel em algum lugar distante. Vai saber.
Fato é que se eu quiser me sentir 'legal', com ares de pai de coleguinha [a maioria deles, xaropes] eu diria hoje "amanhã vou viajar a serviço"; mesmo sabendo que é só uma viagem custeada por um orgão público interessado na integração entre estudantes de diferentes locais e aréas.
Talvez o serviço lá será o de tocar canções populares inéditas. Eu acho.

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