quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O fim do mundo.

Acho que isto será em algumas partes:
1)
Recordo-me de um reveion, acho que 04/05, estava com a família em São Vicente e alguns amigos surgiram lá por uma enorme coincidência, estávamos todos próximos e passamos a tal da 'virada' lá, ia ter show de algum conjunto e coisas do tipo, que realmente não me interessavam. Me lembro que meus pais me deixaram ficar na rua/praia até a uma da manhã, e meu pai me disse: "não é o fim do mundo". Bem, minha família voltou para o apartamento, de frente pra praia, mais ou menos meia noite e meia, e minha mãe ou meu pai [não consegui dientificar de longe] ficou na varanda me observando, realmente tive esta impressão. Os agradeço por tudo isso.
2)
Ter lido o blog do eu sozinho, mais uma vez, me fez parar para pensar no que escreveria aqui. Curioso foi encontrar nas palavras dele vontades semelhantes às minhas, cabisbaixez e certo ceticismo com relação a isto tudo que estão armando para hoje. Realmente não é o fim do mundo, é só uma virada de hora, invenções humanas, como a filosofia, as construções, enfim, hoje tem festa estranha com gente esquisita, veremos no que dará. É Pedro, apenas mais uma data para se vender camisetas escrito "feliz 2009" e muita, realmente, muita bebida.
3)
Por fim, fiz a pé a ida e a volta até o mercado (uns 5 quilometros ao todo, eu acho), sob o som dos fogos, e avistando o céu escuro de chuva, fiquei pensando, o que é o reveion, e os próprios votos de "feliz ano novo", se não a celebração da vida a curto prazo? Em um dia, uma noite, um jantar, depositadas todas as esperanças e crenças nos próximos 365 dias, e sempre com a fé de que o futuro pode ser melhor que o passado, e será, terá de ser, por melhor que tenha sido o vivido. Não sei, eu sempre me perco nestes pensamentos.
E tenho me perdido em tantos.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

respostas de natal

...ai o tal do natal já havia acabado meio que oficialmente, os sentimentos ruins já me dominavam por completo (posso classificar tal momento com a palavra utilizada por meus amigos mauricinhos: "uma bad"); o semblante não muito alegre dominante nas últimas 48 horas permanecia, talvez agravado, não sei, evitei olhar-me no espelho. Foi quando entrei no blog do Pedro [o blog do eu sozinho aqui ao lado], muitas perguntas, depois das já citadas 48 horas de pessimismo e chateação extrema, resolvi responder algumas destas questões, puxando para o que vi no natal de minha família:
Quantos cigarros estão acessos? tenho uma tia que fuma, ela fumou 4 cigarros na noite do dia 24 e 4 ontem [dia 25];
Quantos goles de álcool estão sendo virado guelas abaixo? Poucos, vi apenas 4 copos de caipirinha, 1 caixa de cerveja e 2 copos de whiski as 48 horas inteiras, entre 13/14 pessoas;
Quantas vontades agora estão sendo reprimidas? Minha prima menor não pôde andar descalça;
Quanta comida agora está sendo jogada fora? tudo o que sobrou foi dividido, cada família levou um pouco para casa, aqui em casa não jogamos nada [exceto gorduras] fora, e a carne acabou agora, no almoço;
Quantos serão depois de amanhã trocados nas lojas? trocarei um tênis que ficou pequeno;
Por quanto tempo seria novo um briquedo para um criança de rua? na minha concepção, até que chegue outro dia em que as pessoas endinheiradas se recordem de que existem pessoas de rua, em se tratando de crianças, creio que isto pode ser no próximo dia das crianças ou no próximo natal.

...realmente, a náusea é grande, mas maior que ela, é a tristeza da ausência. Merda.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

[Permitindo-me a volta das reflexões menos embasadas e tudo].
Esses dias minha irmã estava mudando os canais da tv e ai passou pela mtv, rapidamente ela mudou de canal [sem nem ver o que passava, como é gostoso fazer às vezes], pedi a ela que voltasse, queria ver o que estava passando. Rapidamente reconheci a sonoridade e o rosto dos caras, se tratava de um clip novo do Snow Patrol, uma banda escocesa, tem uma música deles que é bem famosa. Assiste o clipe até o fim e gravei, mentalmente, o nome do álbum que apareceu lá, álbum novo.
Eu gosto desta banda, a música famosinha deles me empolgou as primeiras vezes que ouvi, depois ouvi duas outras e então decidi baixar um dos cd´s deles, isto no ano passado. Lembro-me que a primeira vez que o ouvi foi no ônibus indo pro cursinho, e lembro-me de não ter ficado com uma sensação muito boa, o ouvi mais algumas vezes até que se tornou um hábito delicioso ouvi-lo. Algum tempo depois baixei outro cd e foi a mesma coisa, demorei para entender aquela música.
E o mesmo acontece agora, baixei ontem o cd novo, o ouvi com desconfianças, enquanto lia um texto, após a última música [de 16 minutos!] voltei para a primeira música e o ouvi novamente; comecei a compreende-lo. É realmente bom, digo isto após duas detalhadas audições hoje. Não sei, posso indicar que ouçam o "a hundred million suns" do Snow Patrol? Se não quiser baixar o álbum todo, indico a música "The lightning strike" [a tal de 16 minutos] condensa bem os 3 últimos cd deles; o primeiro, de 1999, eu realmente não gosto.
Perai, eu estou falando sozinho. Sei lá.
O som é bom.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

...por fim compreendo a onda de não sei dizer o que que me tomou nos últimos em que postei [os dois 'ahs'], por fim, que seja, enfim.
Levantar a cabeça foi difícil, mas é assim que tem que ser não é? Recomeçar de algum ponto, algo do tipo, que seja.
Bem, eu precisava apenas escrever de novo aqui, apenas para me livrar do fardo; esta página voltará ao normal em breve, sim, eu sei, eu também voltarei.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ah 2

...curioso que o meu desabafo de três ou quatro dias atrás gerou certa repercussão, tanto nos comentários aqui (inclusive, quem és tu, anonimo?) quanto pelos corredores da faculdade. Estamos todos cansados, curiosamente, e sobretudo, meus colegas deste primeiro ano de curso que, não sei porque, nunca revelei qual é aqui no blog [e não sei por que, não revelarei]. Ou será que eu já disse? Não importa; o cansaço me conduz a este tipo de dislexia de começar a falar de outro assunto.
Hoje estamos no labi finalizando os últimos pontos do seminário de amanhã, começamos a fazê-lo lá por agosto ou setembro, estou com o mesmo livro locado na biblioteca desde o dia 12/09 uma sexta feira (sem atrasar a renovação nem uma vez!). E amanhã sentirei extremo alívio ao devolvê-lo.
Bem, infelizmente o dia teve uma notícia muito triste, e todo alívio, toda antecedência de alívio foi-se pro saco; viver tem destas coisas, merda. E a única coisa que digo é que o que importa realmente é fazer a existência...droga, não consigo ir além.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ah

Ando tão cansado, por mais que durma, que sente-me e descanse, o sentimento puro e concentrado é de cansaço. Um cansaço distinto, novo. Mas, devo dizer, um cansaço que me traz certa satisfação; é curioso o que me sufoca nestes dias.
[Além do cansaço pejorativo e incontrolável], trago em mim o cansaço de satisfação que citei acima. Quero pintar, rebisquei uma tábua ontem e tudo, a correria diminui-se a cada dia, mas não sei, tem algo nesta satisfação toda, deste empenho, destas expectativas que me faz baixar a cabeça e coçar a nuca, ali atrás da orelha [ali ainda é nuca?].
Quero ir para casa, encontrar minha mãe, acordar todas as manhas e cruzar meu pai na cozinha, fazer café, não fazer nada, ficar tranquilo; e ai sair, pegar o 917m para me encontrar com alguém e ai; ah, primordial, será dormir por dois dias seguidos.
Concluindo tal misto quente, devo dizer, preciso apenas seguir vivendo; é, talvez seja isto, ou nas palavras de Mallu Magalhães em entrevista no VMB: "é, parece que vai dar certo".

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