quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A síntese

Trabalhei como formiga,
Mas sinto-me como cigarra,
Por fim,
Basta-me cantar.
(E para piorar,
Vai chover).

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Vendi meu violão

E agora preciso comprar outro, trata-se de necessidade mesmo. Parece que meu corpo percebeu que aquele violão preto, nunca bem amado por mim, agora está distante e, justamente agora, a vontade baixa eminente e inevitável, gritando em mim, berrando, clamando por um corpo arredondado, com cabo de vassoura e meia dúzia de cordas. Agora sim, comprarei um violão bonito, gostoso de tocar, folk de verdade.
Enfim, comprar, vender, ter, querer, devo fazer um comentário. Os que 'detestadores' fiéis de futebol eu sei que dirão, "nham meu, tanta coisa útil no mundo e você vai se esquentar justamente com futebol?". Bem, acontece que a Federação paulista de futebol, com o intuito de evitar brigas de torcida, inventou que as torcidas organizadas [compostas por associado, como clubes] devem ficar em espaços isolados no estádio. Ou seja, um setor de arquibancada fica reservado para as organizadas e o resto para os torcedores comuns. Só que, este setor nunca lota, e o povo, que não é de organizada nem nada, tem que se acotovelar em setores piores ou mais caros do estádio. A medida é boa e interessante, se der briga na organizada durante o jogo eles sabem exatamente quem está naquele setor [os torcedores são cadastrados na federação]. Agora, o problema, é que, qual a chance de acontecer uma briga de torcidas no jogo Corintias e Ceará em São Paulo? nâo estou desmerecendo nem o Ceará nem a sua torcida, mas se tiver trinta torcedores deles será muito. Por que que precisa isolar a organizada num jogo desses? E fazer nós, torcedores desorganizados, ou ver o jogo de um lugar horrível (tobogã, sim, há um setor chamado Tobogã!), ou pagar os olhos da cara (neste caso, ver na tv do boteco) ou se acotovelar, de manhã, no primeiro dia de compra para comprar um dos primeiros miseros 4 mil ingressos para arquibancada?
Sinceramente, eu sei que a questão é outra: por que amo tanto esse time?

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O celular que não toca,
O despertador que tem a pilha cessada no meio da noite,
O feriado que fecha as portas da mercearia,
O dia perdido a ser esquecido,
O desejo torto de correr uma maratona,
A compra barata do que deveria ser 'os zoios da cara',
A preocupação iminente e indestrutivel,
A música ruim e podre que me apetece,
A saudade que aperta e faz chorar,
A esquerda fazendo o discurso de moral tradicionalista e puritana da direita.
Enfim, como diz a frase da música que tenho ouvido muito mas só hoje percebi e entendi a razão (vai em inglês mesmo): "sometimes you close your eyes and see the place where used to live, when you, were young".
A lista feita acima não me apetece....

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Oiê!

Nhon, nhumi-nhumi, o dia não foi cool ontem, só sei que cai numa bad muito ruim meô, e agora só to precisando mergulhar numa porção mega giant de batatinha. Nhon!
lembrando das pragas com quem convivi durante a época da escola...

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Não sei.

É sexta-feira, estou suado da pelada com os amigos e esgotado pelo raciocínio lógico. Ler, pensar, articular, discutir, é muito gostoso, é por isso que estou aqui, e por isso que canso aqui a cabeça e desconto no corpo, jogando bola.
Mas uma coisa me inquieta, me faz andar de lado a lado e pensar de cabo a rabo (desta forma, sem medo do clichê). Sempre paro para pensar nesta coisa, sobretudo quando ando sozinho pelas ruas, repetindo palavras que me pulam aos olhos aleatoriamente e são tomadas com gosto pela minha boca.
A questão é simples, e um tanto quanto 'bobinha', mas por que tenho sempre que saber de algo? Por que sempre tenho de ter razão de algo? Por que tenho sempre que andar pelas mesmas ruas carregando certezas que me orgulham por ser um ser humano correto, glorioso e sem dúvidas? E, sobretudo, por que tenho sempre que querer alguma coisa? Não posso passar um dia, uma semana, um mês, uma vida sem lá grandes ambições ou desejos oriundos de certezas?
"Você quer tal coisa?", "não sei", "mas como não sabe? tem que saber! quer viver como sem ter certeza. você é um estúpido, grosso, sem noção que vai se foder na vida".
Simplesmente, eu não sei; por que deveria saber?

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Será amor?

Não que eu acredite em "provas de amor", em formas mais sinceras, corretas ou valorosas de se dizer "eu te amo". De fato, não acredito que um pode amar mais ou menos do que outro. No decorrer da vida aprendi que, ou se ama, ou não se ama. Mas voltemos à questão das provas de amor.
Simplesmente por que, na frente do tal do 'seu tubo' questiono-me e confirmo a mim mesmo o interesse de trazer meu grande (e talvez mais manipulado) amor para dentro da universidade e das letras teóricas das ciências sociais.
Não sei, deu vontade de expor esta vontade.

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sábado, 4 de outubro de 2008

São apenas influências exteriores, nada mais do que isso: influências, pesos, medidas, sons, luzes, tosses, freiadas e bancos. Externas, puramente.
Tséc, é o barulho do isqueiro ao lado, externo, enquanto eu me exalto: "marginal do tio ET, quem te viu e quem te vê!".
(mas ela também é externa, de fora, exterior).

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