segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sobre combinar com a limpeza

Domingo de sol, dia dos pais, como estou há 500 quilometros do meu e não teria de presenciar o famoso "almoço dos pais" (criticas e comentários sobre a data, dispensados), resolvi sair para fazer algo que sinto falta e que meu sangue pedia fervorosamente: colar cartazes lambe-lambe por ai. Cola preparada, rolinho e cartazes numa sacola, sai, bem acompanhado.
Colei, colei, colei, ah, senti tanta falta de chegar em casa raspando a cola das mãos, saudades de sentir o rolinho branco da cola deslizando sobre a superfície lisa de uma caixa da telefonica, saudades de acabar de colar um cartaz e, alguns segundos depois, passar um camburão e meu corpo congelar.
Enfim, hoje cedo, comentários sobre os cartazes colados choveram em mim, estranhamente, não me senti bem. Não é este o reconhecimento que espero e que, até certo ponto, sempre busquei com meus cartazes e adesivinhos.
Me questiono sobre como fazer arte pública (ou urbana) em uma cidade de interior, sem o desequilibrio e as "loucuras" de São Paulo. Colar algo lá e alguém ver e comentar comigo era tão raro, é difícil se destacar em meio àquela multidão de informações, vomitadas em nossos olhos. Por outro lado, se destacar nesta é uma "honra" impar. Enquanto que por aqui, nesta cidade tranquila, não há tanta poluição, nem muita publicidade, só agora estão brotando placas dos políticos por ai, mas nada que se compare à capital do estado.
Resta a pergunta: o Coiso combina com a limpeza?

Um comentário:

Anônimo disse...

Blog é coisa de viado, puta merda preciso te contar do meu trabalho na febem....ta sendo do caralho!!!





xandaozao!