quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O fim do mundo.

Acho que isto será em algumas partes:
1)
Recordo-me de um reveion, acho que 04/05, estava com a família em São Vicente e alguns amigos surgiram lá por uma enorme coincidência, estávamos todos próximos e passamos a tal da 'virada' lá, ia ter show de algum conjunto e coisas do tipo, que realmente não me interessavam. Me lembro que meus pais me deixaram ficar na rua/praia até a uma da manhã, e meu pai me disse: "não é o fim do mundo". Bem, minha família voltou para o apartamento, de frente pra praia, mais ou menos meia noite e meia, e minha mãe ou meu pai [não consegui dientificar de longe] ficou na varanda me observando, realmente tive esta impressão. Os agradeço por tudo isso.
2)
Ter lido o blog do eu sozinho, mais uma vez, me fez parar para pensar no que escreveria aqui. Curioso foi encontrar nas palavras dele vontades semelhantes às minhas, cabisbaixez e certo ceticismo com relação a isto tudo que estão armando para hoje. Realmente não é o fim do mundo, é só uma virada de hora, invenções humanas, como a filosofia, as construções, enfim, hoje tem festa estranha com gente esquisita, veremos no que dará. É Pedro, apenas mais uma data para se vender camisetas escrito "feliz 2009" e muita, realmente, muita bebida.
3)
Por fim, fiz a pé a ida e a volta até o mercado (uns 5 quilometros ao todo, eu acho), sob o som dos fogos, e avistando o céu escuro de chuva, fiquei pensando, o que é o reveion, e os próprios votos de "feliz ano novo", se não a celebração da vida a curto prazo? Em um dia, uma noite, um jantar, depositadas todas as esperanças e crenças nos próximos 365 dias, e sempre com a fé de que o futuro pode ser melhor que o passado, e será, terá de ser, por melhor que tenha sido o vivido. Não sei, eu sempre me perco nestes pensamentos.
E tenho me perdido em tantos.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

respostas de natal

...ai o tal do natal já havia acabado meio que oficialmente, os sentimentos ruins já me dominavam por completo (posso classificar tal momento com a palavra utilizada por meus amigos mauricinhos: "uma bad"); o semblante não muito alegre dominante nas últimas 48 horas permanecia, talvez agravado, não sei, evitei olhar-me no espelho. Foi quando entrei no blog do Pedro [o blog do eu sozinho aqui ao lado], muitas perguntas, depois das já citadas 48 horas de pessimismo e chateação extrema, resolvi responder algumas destas questões, puxando para o que vi no natal de minha família:
Quantos cigarros estão acessos? tenho uma tia que fuma, ela fumou 4 cigarros na noite do dia 24 e 4 ontem [dia 25];
Quantos goles de álcool estão sendo virado guelas abaixo? Poucos, vi apenas 4 copos de caipirinha, 1 caixa de cerveja e 2 copos de whiski as 48 horas inteiras, entre 13/14 pessoas;
Quantas vontades agora estão sendo reprimidas? Minha prima menor não pôde andar descalça;
Quanta comida agora está sendo jogada fora? tudo o que sobrou foi dividido, cada família levou um pouco para casa, aqui em casa não jogamos nada [exceto gorduras] fora, e a carne acabou agora, no almoço;
Quantos serão depois de amanhã trocados nas lojas? trocarei um tênis que ficou pequeno;
Por quanto tempo seria novo um briquedo para um criança de rua? na minha concepção, até que chegue outro dia em que as pessoas endinheiradas se recordem de que existem pessoas de rua, em se tratando de crianças, creio que isto pode ser no próximo dia das crianças ou no próximo natal.

...realmente, a náusea é grande, mas maior que ela, é a tristeza da ausência. Merda.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

[Permitindo-me a volta das reflexões menos embasadas e tudo].
Esses dias minha irmã estava mudando os canais da tv e ai passou pela mtv, rapidamente ela mudou de canal [sem nem ver o que passava, como é gostoso fazer às vezes], pedi a ela que voltasse, queria ver o que estava passando. Rapidamente reconheci a sonoridade e o rosto dos caras, se tratava de um clip novo do Snow Patrol, uma banda escocesa, tem uma música deles que é bem famosa. Assiste o clipe até o fim e gravei, mentalmente, o nome do álbum que apareceu lá, álbum novo.
Eu gosto desta banda, a música famosinha deles me empolgou as primeiras vezes que ouvi, depois ouvi duas outras e então decidi baixar um dos cd´s deles, isto no ano passado. Lembro-me que a primeira vez que o ouvi foi no ônibus indo pro cursinho, e lembro-me de não ter ficado com uma sensação muito boa, o ouvi mais algumas vezes até que se tornou um hábito delicioso ouvi-lo. Algum tempo depois baixei outro cd e foi a mesma coisa, demorei para entender aquela música.
E o mesmo acontece agora, baixei ontem o cd novo, o ouvi com desconfianças, enquanto lia um texto, após a última música [de 16 minutos!] voltei para a primeira música e o ouvi novamente; comecei a compreende-lo. É realmente bom, digo isto após duas detalhadas audições hoje. Não sei, posso indicar que ouçam o "a hundred million suns" do Snow Patrol? Se não quiser baixar o álbum todo, indico a música "The lightning strike" [a tal de 16 minutos] condensa bem os 3 últimos cd deles; o primeiro, de 1999, eu realmente não gosto.
Perai, eu estou falando sozinho. Sei lá.
O som é bom.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

...por fim compreendo a onda de não sei dizer o que que me tomou nos últimos em que postei [os dois 'ahs'], por fim, que seja, enfim.
Levantar a cabeça foi difícil, mas é assim que tem que ser não é? Recomeçar de algum ponto, algo do tipo, que seja.
Bem, eu precisava apenas escrever de novo aqui, apenas para me livrar do fardo; esta página voltará ao normal em breve, sim, eu sei, eu também voltarei.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ah 2

...curioso que o meu desabafo de três ou quatro dias atrás gerou certa repercussão, tanto nos comentários aqui (inclusive, quem és tu, anonimo?) quanto pelos corredores da faculdade. Estamos todos cansados, curiosamente, e sobretudo, meus colegas deste primeiro ano de curso que, não sei porque, nunca revelei qual é aqui no blog [e não sei por que, não revelarei]. Ou será que eu já disse? Não importa; o cansaço me conduz a este tipo de dislexia de começar a falar de outro assunto.
Hoje estamos no labi finalizando os últimos pontos do seminário de amanhã, começamos a fazê-lo lá por agosto ou setembro, estou com o mesmo livro locado na biblioteca desde o dia 12/09 uma sexta feira (sem atrasar a renovação nem uma vez!). E amanhã sentirei extremo alívio ao devolvê-lo.
Bem, infelizmente o dia teve uma notícia muito triste, e todo alívio, toda antecedência de alívio foi-se pro saco; viver tem destas coisas, merda. E a única coisa que digo é que o que importa realmente é fazer a existência...droga, não consigo ir além.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ah

Ando tão cansado, por mais que durma, que sente-me e descanse, o sentimento puro e concentrado é de cansaço. Um cansaço distinto, novo. Mas, devo dizer, um cansaço que me traz certa satisfação; é curioso o que me sufoca nestes dias.
[Além do cansaço pejorativo e incontrolável], trago em mim o cansaço de satisfação que citei acima. Quero pintar, rebisquei uma tábua ontem e tudo, a correria diminui-se a cada dia, mas não sei, tem algo nesta satisfação toda, deste empenho, destas expectativas que me faz baixar a cabeça e coçar a nuca, ali atrás da orelha [ali ainda é nuca?].
Quero ir para casa, encontrar minha mãe, acordar todas as manhas e cruzar meu pai na cozinha, fazer café, não fazer nada, ficar tranquilo; e ai sair, pegar o 917m para me encontrar com alguém e ai; ah, primordial, será dormir por dois dias seguidos.
Concluindo tal misto quente, devo dizer, preciso apenas seguir vivendo; é, talvez seja isto, ou nas palavras de Mallu Magalhães em entrevista no VMB: "é, parece que vai dar certo".

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pequena nota...

...em meio a provas, trabalhos e processos seletivos para bolsas:
Drummond escreveu "nosso tempo", escreverei "meu tempo".
"é tempo de errar, quanto maiores e enormes, erros melhores".
De todos fotologs, blogs e etc que já tive por ai, este é o que possui menor coeficiente total [e percentário] de palavras de baixo calão. Mas hoje, e simplesmente hoje, chutarei o balde nesta página: merda de bosta do caralho porra!
[enfia o artista sua cabeça na parede por não saber aonde estava com ela em muitos momentos...].

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não gosto de cerveja

Mas confesso que tem dias que me dá vontade de gostar, só pra poder dizer, no auge do cansaço: "puta, que vontade de ir no boteco tomar uma breja!".
Enfim, vou postar uma estrofe de um poema de outro dia ai, quando cheguei em casa tarde e tudo e depois de ter feito uma daquelas coisas que nos abalam (as típicas cagadas):

"(...)Estou sem blusa,
Meu quarto é quente,
Mas vulnerável,
Sinto-me mal,
(Resta-me ver,
Como acordarei...)"

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Copa do lombo

O legal em ser teimoso, é não aprender as coisas que a vida vomita em nosso colo. Por exemplo, eu sei que não posso comer certas coisas, sempre que como a carne de porco do restaurante universitário fico me sentindo balançando como o parachoque de uma brasília velha; fico cambaleando com meu desaparecido estômago.
E ai tem as coisas que eu nunca fiz, as carnes que nunca provei e tudo mais. Sempre existirão carnes que não provei, sempre inventarão carnes que eu não provei, e eu sempre pararei para pensar: "devo provar?". Enfim, acho que comer a carne que sei que me fará mal e ser penalizado por mim mesmo, de forma até auto-flagelante (não lembro o nome que quero usar), é uma coisa.
A carne indigesta que corrói meu estômago ausente é uma nunca antes provada por mim; nunca vivi minha vida em um rodízio, e sinto-me mal por te-la tocado desta forma por alguns momentos falsamente disfarçados de libertinos.
Sinto-me mal, e terei de ficar fora de casa o dia inteiro.
Aliás, tudo bem, pelo menos é prazeroso ficar aqui; e pelo menos, aprendi algo mais.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aula de introdução à história

Vivo, desde então, a minha própria pós-modernidade, repleta da minha própria falta de linearidade e da minha própria negação de um futuro.
Outro dia, quem sabe, dois ou três futuros...
(mas da linearidade não faço lá muita questão).

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A casa do conhecimento

Cá estou eu, na casa do conhecimento, aonde entram apenas vinte por cento da população brasileira e de onde saem como "filhos pródigos" apenas dez por cento desta (algo em torno disso). Estou na casa do conhecimento, e me pergunto, sob quais circunstâncias sairei daqui?
Eu gosto, eu gosto, gosto mesmo, e isto não é mantra para que eu me faça acreditar que gosto, eu gosto. Mas estou cansado, merda, já?
Integralismo, você sabe o que é o integralismo? Eu sei, eu gosto de saber o que já sabia, e gosto mais ainda de saber tudo o que estou aprendendo aqui, por conta própria, para elaborar um trabalho.
(Mas, enfim, privo-me de um comentário e parto para outro).
Rousseau me falou que ao estado que não sabe se renovar, cabe um fim que lhe é iminente,
Maquiável veio me dizer que ao estado que pretende vencer guerras, não cabe o emprego de tropas mercenárias,
A guerra nos é ievitável (estados são compostos por humanos),
E eu sou mercenário.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Chovendo

Almocei na faculdade hoje , teve filé de frango grelhado, do "restaurante universitário", meu desejo era ter ido direto para a biblioteca, mas precisei ir para casa, e enquanto ia, uma chuva cabisbaixamente cinza me pegou de surpresa. Dia cinza, com uma chuvona dessas, de raios e trovões, não era o que eu mais precisava ou desejava. Ainda sinto meus pés molhados.
Bem, já em casa, no meio do barulho causado pelas árvores ao serem esfaqueadas por rajadas brutais de vento, decidi ouvir minha fita k7 do show do Pearl Jam em que eu (dois de dezembro de dois mil e cinco). E cheguei a conclusão que, de fato, não houve em minha vida chuva mais gloriosa do que a daquele dia.
(e olha que eu já tomei muita chuva boa, no centrão de São Paulo, na LedSlay, na avenida Paulista e por ai vai; e por ai vai também o meu trabalho de história, vai pro ralo, com a chuva).

Isto articula com isto http://www.fotolog.com/bielcoiso

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A síntese

Trabalhei como formiga,
Mas sinto-me como cigarra,
Por fim,
Basta-me cantar.
(E para piorar,
Vai chover).

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Vendi meu violão

E agora preciso comprar outro, trata-se de necessidade mesmo. Parece que meu corpo percebeu que aquele violão preto, nunca bem amado por mim, agora está distante e, justamente agora, a vontade baixa eminente e inevitável, gritando em mim, berrando, clamando por um corpo arredondado, com cabo de vassoura e meia dúzia de cordas. Agora sim, comprarei um violão bonito, gostoso de tocar, folk de verdade.
Enfim, comprar, vender, ter, querer, devo fazer um comentário. Os que 'detestadores' fiéis de futebol eu sei que dirão, "nham meu, tanta coisa útil no mundo e você vai se esquentar justamente com futebol?". Bem, acontece que a Federação paulista de futebol, com o intuito de evitar brigas de torcida, inventou que as torcidas organizadas [compostas por associado, como clubes] devem ficar em espaços isolados no estádio. Ou seja, um setor de arquibancada fica reservado para as organizadas e o resto para os torcedores comuns. Só que, este setor nunca lota, e o povo, que não é de organizada nem nada, tem que se acotovelar em setores piores ou mais caros do estádio. A medida é boa e interessante, se der briga na organizada durante o jogo eles sabem exatamente quem está naquele setor [os torcedores são cadastrados na federação]. Agora, o problema, é que, qual a chance de acontecer uma briga de torcidas no jogo Corintias e Ceará em São Paulo? nâo estou desmerecendo nem o Ceará nem a sua torcida, mas se tiver trinta torcedores deles será muito. Por que que precisa isolar a organizada num jogo desses? E fazer nós, torcedores desorganizados, ou ver o jogo de um lugar horrível (tobogã, sim, há um setor chamado Tobogã!), ou pagar os olhos da cara (neste caso, ver na tv do boteco) ou se acotovelar, de manhã, no primeiro dia de compra para comprar um dos primeiros miseros 4 mil ingressos para arquibancada?
Sinceramente, eu sei que a questão é outra: por que amo tanto esse time?

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O celular que não toca,
O despertador que tem a pilha cessada no meio da noite,
O feriado que fecha as portas da mercearia,
O dia perdido a ser esquecido,
O desejo torto de correr uma maratona,
A compra barata do que deveria ser 'os zoios da cara',
A preocupação iminente e indestrutivel,
A música ruim e podre que me apetece,
A saudade que aperta e faz chorar,
A esquerda fazendo o discurso de moral tradicionalista e puritana da direita.
Enfim, como diz a frase da música que tenho ouvido muito mas só hoje percebi e entendi a razão (vai em inglês mesmo): "sometimes you close your eyes and see the place where used to live, when you, were young".
A lista feita acima não me apetece....

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Oiê!

Nhon, nhumi-nhumi, o dia não foi cool ontem, só sei que cai numa bad muito ruim meô, e agora só to precisando mergulhar numa porção mega giant de batatinha. Nhon!
lembrando das pragas com quem convivi durante a época da escola...

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Não sei.

É sexta-feira, estou suado da pelada com os amigos e esgotado pelo raciocínio lógico. Ler, pensar, articular, discutir, é muito gostoso, é por isso que estou aqui, e por isso que canso aqui a cabeça e desconto no corpo, jogando bola.
Mas uma coisa me inquieta, me faz andar de lado a lado e pensar de cabo a rabo (desta forma, sem medo do clichê). Sempre paro para pensar nesta coisa, sobretudo quando ando sozinho pelas ruas, repetindo palavras que me pulam aos olhos aleatoriamente e são tomadas com gosto pela minha boca.
A questão é simples, e um tanto quanto 'bobinha', mas por que tenho sempre que saber de algo? Por que sempre tenho de ter razão de algo? Por que tenho sempre que andar pelas mesmas ruas carregando certezas que me orgulham por ser um ser humano correto, glorioso e sem dúvidas? E, sobretudo, por que tenho sempre que querer alguma coisa? Não posso passar um dia, uma semana, um mês, uma vida sem lá grandes ambições ou desejos oriundos de certezas?
"Você quer tal coisa?", "não sei", "mas como não sabe? tem que saber! quer viver como sem ter certeza. você é um estúpido, grosso, sem noção que vai se foder na vida".
Simplesmente, eu não sei; por que deveria saber?

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Será amor?

Não que eu acredite em "provas de amor", em formas mais sinceras, corretas ou valorosas de se dizer "eu te amo". De fato, não acredito que um pode amar mais ou menos do que outro. No decorrer da vida aprendi que, ou se ama, ou não se ama. Mas voltemos à questão das provas de amor.
Simplesmente por que, na frente do tal do 'seu tubo' questiono-me e confirmo a mim mesmo o interesse de trazer meu grande (e talvez mais manipulado) amor para dentro da universidade e das letras teóricas das ciências sociais.
Não sei, deu vontade de expor esta vontade.

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sábado, 4 de outubro de 2008

São apenas influências exteriores, nada mais do que isso: influências, pesos, medidas, sons, luzes, tosses, freiadas e bancos. Externas, puramente.
Tséc, é o barulho do isqueiro ao lado, externo, enquanto eu me exalto: "marginal do tio ET, quem te viu e quem te vê!".
(mas ela também é externa, de fora, exterior).

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ah é!

E por alguns momentos eu me esqueço, que a estatização de empresas e lucros visando redividir a riqueza nacional é motivo de tentativas de separatismo, mas que a estatização de empresas e lucros (e prejuízos) para evitar a falência de pobres banqueiros, e seus respectivos bancos, é 'tudo bem'.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Capish,
Capish,
Capish.
Chicoteado como um camponês medieval pecador, adorador do demônio, acusado de bruxaria e das mais horrendas blasfêmias ao deus todo poderoso.
Capish.
Conter a euforia às vezes faz bem.
Capish.

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sábado, 13 de setembro de 2008

Comecei a escrever algo critico sobre a regiao ''universitaria'' em que resido, mas desisti, as preocupacoes iminentes nao permitem que eu me aprofunde numa critica. Tanto as preocupacoes, quanto o estado de cansaco mental, tanto quanto o mergulho em um mar maior do que posso nadar.
Enfim, em meio a tanta coisa (a tanta distancia), so me resta dizer que o corintias eh assim mesmo! Eh isso mesmo, e eh assim que eu gosto.
(o futebol eh o opio do povo).

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ps: perdao pela ausencia de acentos, teclado estranho.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mergulho em um novo patamar de experimentações artísticas e musicais, movido por sentimentos conflitantes e nada desejosos, movido por uma angustia e por apertos sufocantes. Nada de novo para a humanidade, nada de "oh", nada de progresso, nada de mais. Apenas o suficiente para me fazer sorrir em meio às estranhezas expostas pela vida deste jovem e ainda inexperiente rapaz. Apenas o suficiente para me dar mais vontade de seguir criando, escrevendo, pintando, desenhando, compondo, cantando, intervindo e etc.
Mas o grande (e degradante) fato, é que estou preocupado, e preciso esconder isto por trás de algum escudo, muro, parede ou barba que seja; me escondo atrás de minhas cores, transformadas num enorme cinza, a nuvem de chateação que, como raio, me engole.

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"Esperas que eu seja forte
atrás deste escudo
que nunca me deixou enxergar
que eu nem sei se eu quero saber
se amanhã vai ser igual (ou não)...
Porque me assusta tanto
(...)
Não ter histórias pra te ouvir contar"

Nenê Altro.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sobre a burocracia

Está no wikipédia (que não é deus, mas aqui serve): Burocracia é um conceito administrativo amplamente usado, caracterizado principalmente por um sistema hierárquico, com alta divisão de responsabilidade, onde seus membros executam invariavelmente regras e procedimentos padrões, como engrenagens de uma máquina. É também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras e procedimentos redundantes, desnecessárias ao funcionamento do sistema.
Uma terça-feira ensolarada, com a cabeça doendo, em razão das engrenagens de diversas máquinas (estatais, privadas; monopólios), que me fizeram vagar pelas ruas de uma cidade ainda desconhecida. Apenas para sanar algumas necessidades não tão necessárias, mas até importantes.
Vai e volta, pega ônibus, e pega outro, e cadê o documento? Autenticou a cópia? Sim, está autenticada, mas é o documento errado! Hoje não, vamos fechar, venha amanhã. "Senhor, quer que eu lhe traga uma cópia da certidão de nascimento da minha avó?", "Pois não?".
Parece que um vidro na vertical, um balcão, windows 98 e cadeira giratória fazem de qualquer homem ou mulher (para os quais "aqui" pode ser uma cidade há quilometros daqui) o rei supremo e majoritário, exercendo poder vitalício e intransferível sobre a população que existe dentro de mim.
Enfim, e para todos os fins, autentico aqui, após reconhecer e firmar, burocracia (pode ser necessária, ainda não estudei isso), mas enche o saco.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Sobre combinar com a limpeza

Domingo de sol, dia dos pais, como estou há 500 quilometros do meu e não teria de presenciar o famoso "almoço dos pais" (criticas e comentários sobre a data, dispensados), resolvi sair para fazer algo que sinto falta e que meu sangue pedia fervorosamente: colar cartazes lambe-lambe por ai. Cola preparada, rolinho e cartazes numa sacola, sai, bem acompanhado.
Colei, colei, colei, ah, senti tanta falta de chegar em casa raspando a cola das mãos, saudades de sentir o rolinho branco da cola deslizando sobre a superfície lisa de uma caixa da telefonica, saudades de acabar de colar um cartaz e, alguns segundos depois, passar um camburão e meu corpo congelar.
Enfim, hoje cedo, comentários sobre os cartazes colados choveram em mim, estranhamente, não me senti bem. Não é este o reconhecimento que espero e que, até certo ponto, sempre busquei com meus cartazes e adesivinhos.
Me questiono sobre como fazer arte pública (ou urbana) em uma cidade de interior, sem o desequilibrio e as "loucuras" de São Paulo. Colar algo lá e alguém ver e comentar comigo era tão raro, é difícil se destacar em meio àquela multidão de informações, vomitadas em nossos olhos. Por outro lado, se destacar nesta é uma "honra" impar. Enquanto que por aqui, nesta cidade tranquila, não há tanta poluição, nem muita publicidade, só agora estão brotando placas dos políticos por ai, mas nada que se compare à capital do estado.
Resta a pergunta: o Coiso combina com a limpeza?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Verticalidades insandecidas

Então deitei para dormir, já se passava das onze e meia da noite, no dia seguinte eu acordaria cedo, tomaria um banho, iria para a faculdade e apresentaria um "semi-seminário". Segunda-feira, pensei que não haveria barulho, festa e nem nada que atrapalhasse meu sono; pensei errado, esqueci que, agora, estou de volta à terra da anarquia (a mais pejorativa possível), em que a ausência de líderes (leia-se: pais) faz com que jovens, insandecidos em sua falsa liberdade, organizem uma festa, sem querer ser moralista, em plena segunda-feira!
Geograficamente localizados sobre a minha cabeça, reparei que algo ocorreria quando o interfone 'começou a não parar' de tocar e os versos "ado, ado cada um no seu quadrado" e "pega fogo cabaret" invadiram meu quarto, superando a porta fechada à chave, a janela de alumínio e o vidro desta.
Pensei (erroneamente, mais uma vez), que não iriam até muito tarde, uma ou duas da manhã, quem sabe. Foi até as quatro, e a minha noite de sono foi pro espaço. A minha e a de outras pessoas, pois ouvi alguém gritando "abaixa o som", e, curiosamente, a resposta (sobre minha cabeça!) foi um som mais alto e passos cada vez mais fortes, ora parecendo pulos, ora parecendo crianças batendo seus sapatos no chão, fazendo birrinha com os pais que lhes educam; talvez estes da festa não sofreram repreensões dos pais, e se tornaram estes vírus.
Por volta das duas e meia, quando percebi que aquilo iria longe, me sentei na cama e fiquei pensando na situação que eu estava vivendo, incomodado por não poder dormir, me ocupei de me incomodar com outras coisas, talvez "representações" daquelas atitudes.
Pois bem, na uma hora e meia que se seguiram pensei tantas coisas, que poderia passar a tarde inteira nesta página descrevendo que o maior incômodo que senti naquela madrugada não foi por não poder dormir, mas sim por existirem pessoas que, de seus ambientes privados, invadem os dos outros, que não se incomodam (e pelo aumentar do som conforme passavam-se as horas) parecem que se orgulham de não terem respeito por outros seres e que, reinam soberanos sobre estes outros, por possuirem um som potente.
Quando passei na faculdade e decidi me mudar para cá, não imaginei que me encontraria com tumores desta estirpe existindo estupidamente sobre a minha cabeça.
Ps: fui muito moralista e autoritário?
Ps2: mais do que aqueles que impedem o sono alheio?


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terça-feira, 29 de julho de 2008

Em São Paulo

Quando ficou claro que eu iria viver de "idas e vindas" por alguns anos, São Paulo - Interior, não consegui imaginar problemas (como é com quase tudo novo, que nós procuramos, e que dá certo), mas com o tempo, o lado pejorativo das coisas vai se aproximando e dançando em nossas vistas. É o que acontece hoje em dia.
Ao andar por aqui, ir até esquina, até a Barra Funda, até a Galeria, até a Augusta, a Vila Madalena, enfim, ao fazer aqueles trajetos tão conhecidos, me bate um gostinho de "poderia estar fazendo minha vida aqui tranquilamente". Ao ver aquele ônibus que me acompanhou por anos e poderia continuar a fazê-lo, todas as mudanças entram em xeque.
Isto não chegará em lugar nenhum, melhor calar os dedos e ir fazer minha mala.
Adeus São Paulo querida, da próxima vez te exploro melhor.
(perdões aos amigos que não vi, volto, ainda dolorido; vocês fazem falta, e eu poderia, ainda, estar fazendo minha vida com vocês).

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sábado, 26 de julho de 2008

Mastigando

Guardei para este fim de sábado, posterior às andanças semi-frustradas da sexta feira, alguns versos, escritos quando por esta cabeça se pensava: "e se eu começasse a escrever algo como poesias?".
E entendo multidão como alguém além de mim (exageros apenas, meu bem).

Fujo das pessoas,
Odeio aglomeração.
Pra que andar,
No meio da multidão?

Corro para o vazio,
Um lugar sem outro cidadão.
Pra que se exibir,
No meio da multidão?

Não gosto de muitas vozes,
Prefiro a solidão.
Pra que se expor,
No meio da multidão?

Fico em casa, trancado,
Sou eu e meu coração.
Pra que existir,
Como ponto na multidão?

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[músicas novas].

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A parte e o todo

Estava eu ontem, lá pelas dez e meia da noite, esperando para ver o compacto do empate do corintias com o ceará, na redetv, e deixei a tv ligada neste canal mesmo, fiquei assistindo o fim do super 'superpop'. No rodapé da tela, escrito: "apresentador de tv ofereceu 80 mil para sair com moranguinho". Pensei: 'será aquela moranguinho dos desenhos infantis, que por meses assombrou os sonhos de um amigo meu?'. Fiquei assistindo o show (como dizem os americanos) para ver do que se tratava e, claro, esperando para ver meu coringão.
Não demorou muito eu entendi o que acontecia: moranguinho é, na verdade, a mulher morango, assim como existe a mulher melancia e a mulher melão. O entendimento me trouxe um leve sentimento de horrorização (nem sei se isso existe, mas foi o que senti).
Melancia, melão e morango nada mais são do que partes de um todo, uma peça maravilhosa, que é o corpo humano, e o que me horroriza é que seres inanimados nomeiem uma parte e, logo, desta parte, se faça o todo destas mulheres.
Estou sozinho neste barco de horror?

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Então baixei um cd do "Presto?", uma banda de hard core de São Paulo, que eu havia ouvido algumas vezes mas nunca parado para escutar de fato. Não sei o nome do cd ao certo, mas acho que é o primeiro deles, enfim, isto não importa, me interessa falar sobre uma das músicas do tal cd, a décima quinta exatamente, chamada "sua vida?", que dura precisos onze segundos, e é dotada de uma objetividade sublime e concreta.
Foi então que parei para pensar nesta definição que dei à banda (de objetiva) e me lembrei de uns versos escritos há alguns meses, quando tentei, mais uma vez, ouvir o "dark side of the moon", do Pink Floyd, para ver se, por fim, eu entenderia aquela música, o que não ocorreu.
Embora levemente agressivo em meus versos compreendo o que ocorre (e me incomoda tanto) com esse rock, modestamente, chamado de progressivo por seus idealizadores: a subjetividade, elemento que admiro e ainda estudarei muito nesta vida, aliado ao fato de uma música inacessível àqueles sem uma extensa formação musical, ou seja, só alcançam o progresso do rock aqueles que pagam anos e anos de aulas de instrumentos ou que dedicam suas vidas unicamente à desmembrar nota por nota tais instrumentos.
Aqueles sininhos, aquelas barulhinhos estranhos do Roger Waters e sua turma, caramba, são tão subjetivos que não se enquadram na minha concepção de música para degustar com um café, mas sim como uma expressão pessoal que encontra em algumas pessoas, ainda hoje em dia certa semelhança (fatos totalmente compreensíveis); mas mesmo assim, mantenho a critica presente em meus versos.
Por outro lado, toda música é subjetiva, até a do "presto?", que, em onze segundos (até inentendíveis), e talvez unicamente pelo título, leva-nos a pensar nossa subjetividade, afinal, é uma pergunta: "sua vida?".
Ps: a única música que gosto do "dark side of the moon" é "eclipse", a mais curta do álbum (exceto a abertura) e a única, na minha opinião, com começo, meio e fim, além de uma objetividade sonora.

Pro(re)gressivo

É progresso,
Ser atrasado?
E ainda atualmente,
Acreditar na inovação,
Daquela música?

Barulhinhos de relógio,
E de moedas,
E sons abstratos,
E uma nota é tocada,
E é mantida ali,
Por segundos,
Até que toquem,
Outra qualquer.

Tanto progresso,
Me faz dormir.

E solos intermináveis
Cheios de wah wah,
E phaser,
E tudo mais que for,
Limpo e sonolento,
Para dizer aos ouvidos,
“Olhe-me, ouça-me,
Eu sei tocar,
Note só rapaz,
Quanta técnica!”.

É progresso,
Ainda hoje acreditar,
No lado escuro da lua?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mais um?

Segundo? Terceiro? Quarto?
Já nem sei mais quantos blogs abri e fechei, me lembro que no último eu escrevi logo na primeira postagem: "agora este blog eu levarei a sério e escreverei todos os dias", ah, palavras malufistas apenas.
Este aqui levarei a sério, de fato, dentro da minha proposta de levá-lo desta forma, que será, nada mais nada menos, do que escrever quando me der vontade, como me deu hoje, e eu não tinha aonde escrever.
Por fim, bem, para finalizar esta primeira (e ilustríssima) postagem, devo dizer: passou a vontade de escrever.