quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Amigos das antigas.


Em 6 de Setembro de 2010 publiquei aqui no blogue o texto "Amigos", sobre as saudades que sinto dos amigos paulistanos enquanto toco minha existência no interior. Neste texto o Alex comentou que: "Chegará o dia em que seremos amigos das antigas. E assim a vida vai".

Na primeira sexta feira de Fevereiro deste 2012, peguei uma carona com destino à Barretos, com o intuito de chegar nesta cidade à tempo de celebrar o aniversário do Pedro sem atrasos - se descontarmos o horário de verão, podemos dizer que isso ocorreu. Havia também o intuito de passar o sábado conhecendo esta cidade e, no domingo (bem cedinho), tomar rumo para Ribeirão Preto, com destino final em Sertãozinho, para celebrar - com atrasos - o aniversário do Alex, redator do comentário que conecta este final de semana no norte paulista com as nossas vidas, em sentido amplo, geral e (por que não) irrestrito.

O Pedro e o Alex são dois dos grandes amigos que vivi neste período de faculdade. Juntos fizemos centenas de vídeos instrutivos (de dicas de beleza à exageros alcoólicos, passando pela biografia de Malinowski e apontamentos sugestivos sobre o curso), criamos e demos cabo de um Grupo Político Organizado (Pero No Mucho), imprimimos e colamos dezenas de cartazes sobre assuntos distintos (de manifestos mequetrefes à informes de eventos), viajamos algumas vezes, nos encontramos outras tantas etc.
Este preciso momento do início de 2012 envolve o "ir cada um para um lado", sacramentado com abraços na rodoviária de Ribeirão Preto na tarde da primeira segunda feira de Fevereiro - abraços que durarão até o próximo encontro nalgum bistrô em Paris, em qualquer boteco no Brasil, show, casa acadêmica, festa literária, estádio de futebol, congresso etc em que façamos nossos futuros se encontrarem.

Dialogando com aquele comentário do Alex, nossas vidas atuais, que nos colocam iminentemente como amigos das antigas, a quilômetros de distância (e de lembranças) acabaram de começar.

Um beijo, um abraço e um toque de mão molenga para os dois.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Não me sentia à vontade.

Quando jovem (no caso do assunto desenvolvido à seguir, período que se finalizou com o ingresso na universidade) não me sentia à vontade para ir na casa das pessoas. Amigos, conhecidos, festinhas etc, durante um bom período da vida - entre os 12 e 19 anos - não me sentia lá muito bem em ir na "casa dos outros".
Muitas vezes ficava constrangido, sentado num cantinho seguro dalgum sofá, evitava pegar mais um copo de refrigerante ou mesmo outra fatia de pão com manteiga, e demais coisas deste gênero. Tinha dificuldades em entrar nos assuntos, muitas vezes considerava dar a minha opinião algo inútil e preferia calar-me. Dormir na casa de alguém que não me era muito (mas muito) familiar também era sinônimo de grande tensão.
Retraia-me, o que me fez negar muitas idas à casas alheias.

Creio que sair da casa de meus pais trouxe uma contribuição muito grande para a minha sociabilidade: passei a frequentar outras casas com maior facilidade, passei a não me sentir invasivo ao usar o banheiro dos anfitriões. Esta "libertação", de alguns sentidos defensivos meus, vieram com a convivências, até com certa insistência em aceitar convites e, puramente, ir.
Como consequência desta insistência vieram bonitos momentos em casas de belas famílias, em casas de grandes amigos e até de ilustres desconhecidos, que, pelo fato de eu estar em suas salas, acabaram entrando (no mínimo) para o hall das "pessoas que eu conheci na vida", que, no frigir dos ovos, é uma das coisas mais bacanas e valiosas destas vidas que vivemos.
Ainda tenho meus breves bloqueios, mas sem dúvida, hoje me sinto extremamente à vontade para entrar nas casas de pessoas próximas, comer mais uma fatia de bolo, rir, papear e escrever algumas linhas sobre como este tipo de contato faz bem para minha existência.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Caras de sexta.

Expressões chumbadas,
Cajus chupados,
E torcidas chapas.

Teclados gastos,
Ruminados pastos,
E dedos amassados.

São pedaços ralados
dos vestígios sujos
de amontoados esquecidos
em carnes moídas.

Cansaços vagos,
Olhares baixos,
E suspiros aliviados.

Espigas murchas,
Dias de chuvas,
E cozinhas cruas.

São caras de sexta,
Cientes espelhos,
Das caras de segunda.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sacolinhas Messiânicas.

24 de Janeiro de 2012, 22h41minutos.

Entrei em uma das lojas de uma grande rede de grandes supermercados, o intuito era puro, simples e básico: comer, tinha fome e precisava comer. Enquanto caminhava pelos corredores - em busca do assassino espontâneo para aquela fome já duradoura - uma voz, advinda das caixas de som no teto do mercado bradou (em tom de 11º mandamento) uma notícia que me lembrou de mais uma fatídica estupidez de nosso estado paulista:

"Informamos aos clientes que a partir da meia noite de hoje não distribuiremos mais sacolas plásticas. Ajude o planeta, adquira já suas sacolas retornáveis".

"Enfim, chegou o fatídico dia", foi o que pensei.

Tudo o que eu diria, foi belamente escrito aqui, pelo Pedro Meinberg. Em suma: banir as sacolinhas plásticas dos mercados - observo este "banimento" abaixo - apenas aumentará outros consumos, como o de sacos de lixo, por exemplo. Temos que “peitar” as grandes corporações, são as reais poluidoras.

No mesmo dia em que a voz no supermercado anunciou o fim das sacolinhas, pela manhã comi um pastel, quando o mesmo me foi servido, junto dele vieram três saquinhos (de mais ou menos 7cm X 7cm cada) com um guardanapo dentro de cada.

Junto do pastel, tomei um refrigerante que vinha em garrafa (de plástico), e junto desta vieram dois copos (de plástico).

Mais ainda, na manhã seguinte recebi panfletos de uma agência de seguros que vieram dentro de um saquinho (de plástico); almocei em um shopping: os talheres e guardanapo vieram dentro de saquinhos (de plástico).

Ainda durante as primeiras horas de existência prática desta lei, pude observar uma cena dentre as mais bizarras: naquele supermercado elitizado (citado no bom vídeo "verde otário") uma senhora pediu um saquinho plástico para guardar produtos de limpeza. Prontamente a atendente de caixa retirou de uma gaveta algumas sacolinhas, passou o código de barras de uma delas no laser registrador e o preço cobrado por esta entrou na conta da senhora, como o amaciante e o abacaxi que comprara.

O que isto quer dizer sobre o tal "banimento" das sacolas plásticas? Que sacolinha de plástico comprada não poluí? Pode ser...

São tantas as excrecências ao redor de mais uma leia estúpida e emburrecedora do governo estadual paulista, que até me perco na escrita, sendo necessário apelar para a linguagem semi-panfletária.

Não podemos nos deixar acreditar que carregar produtos – em sua maioria, embalados por plástico – irá salvar ou ajudar o planeta. Sacolas de algodão, ou de plástico reciclado, ou meramente “retornáveis”, são apenas sacolas, e não Messias Contemporâneos!

Mais do que os saquinhos cotidianos, os danos ambientais provém, sobretudo, das ‘besteirinhas’ produzidas e consumidas sem percebermos, que acabam sendo lixos instantâneos: saquinhos para guardanapos, copos plásticos para o café/água, embalagens plásticas em lanches que serão devorados tão logo sejam pagos etc.

Abramos os armários, as geladeiras e os cestos de lixo: mesmo sem saquinhos plásticos, ainda restam poluentes? Então por que ‘pegar na alça’ (visto que sacolinha não tem pé) das sacolinhas?

Quer “ajudar o planeta”? Deixe de consumir seus recursos, ou seja: morra – e tope ser enterrado, talvez sirva como bom adubo.

_______________________________________________________

Ps: julgo válido também questionar, e até procurar os meios legais para obter uma resposta concreta sobre tal assunto: o que será feito com as sacolinhas reincidentes? Ficarão esperando serem compradas por consumidores esquecidos?

Ps1: além das sacolinhas Messiânicas/retornáveis, é proposto pelos ditadores desta lei politica e moralmente correta, como alternativa ao uso de sacolinhas plásticas, que se carregue compras de supermercados em caixas de papelão: será que tais ditadores se imaginam em um trem ou ônibus lotado carregando uma caixa com sabão em pó, arroz, feijão, frango congelado etc?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TNB Zababô Zebrinha.

2011 foi-me um ano importante em diversos aspectos, dentre eles, o musical: retomei - ou 'retoquei' - a presença da música em minha vida.
Inicialmente com o Caboutchan, de Fevereiro até Julho, e, posteriormente, com o Zababô Zebrinha, de Agosto até, como diria Tony, um dos rapazes que trabalhava na portaria do colégio em que estudei, S.D.S.: Só Deus Sabe!

Julgando-me deus de meu próprio livre arbítrio, quero saber de que seja por um bom tempo, e, justamente em razão disso, nesta madrugada iniciei mais uma etapa na trajetória da banda, que dá-se com a criação de uma página no site Toque No Brasil (TNB), cujo link está abaixo:


Há ainda pouquíssimo conteúdo - apenas alguns vídeos e fotos - tal magreza sonora não é miserê meu, nem do Caio e nem da Zebrinha que Zabababôu-se, mas sim da tecnologia, uma vez que preciso resgatar alguns arquivos de meu HD externo para rechear com perícia tal página.
Dentre estes arquivos, estão as nossas músicas.